O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 13/07/2021
O filme “A Sociedade dos Poetas Mortos” retrata um professor que estimula o pensamento crítico dos alunos por meio da valorização das artes, apresentando uma forte crítica ao modelo tradicional de ensino, o qual priorizava a rigidez e a inflexibilidade. Nesse contexto, é perceptível a importância de uma educação libertadora para ocasionar transformações sociais. Porém, isso nem sempre é possível, uma vez que o ensino brasileiro é moldado em parâmetros tradicionais e há uma acessibilidade desigual.
Em primeiro plano, é preciso ressaltar que o ensino vigente no Brasil é baseado em um modelo tradicional, o qual possui matérias fixas, as quais o aluno é obrigado a realizar. Nesse viés, o ensino não é libertador, pois não abre espaço para a criatividade e as expressões individuais dos alunos, que são particulares de cada um e manisfestam-se independetemente. Segundo o educador Paulo Freire, o sistema de educação bancária é alienante, uma vez que o professor deposita o conteúdo e o aluno é apenas um receptor de informações. Logo, essa educação mecânica não permite o desenvolvimento intelectual amplo, uma vez que o aluno fica dependente do professor e não têm suas capacidades exploradas. Dessa forma, para a educação servir como objeto de transformação social, é necessária uma educação pautada na construção do senso crítico e que ofereça autonomia no aprendizado.
Ademais, é valido ressaltar que o acesso à educação é realizada de forma desigual, uma vez que muitos alunos recebem uma educação precária e desestimulante. Nessa perspectiva, muitas escolas públicas não recebem verbas suficientes para promover uma educação pautada no desenvolvimento cultural, como o estimulo às habilidades esportivas e artísticas. De acordo com o portal de notícias G1, a Emenda Constitucional 95, implementada no governo Bolsonaro, congela investimentos por 20 anos, sendo cortado aproximadamente 1 bilhão de reias da Educação Básica. Desse modo, percebe-se um processo de sucateamento da educação pública que acaba atingindo todas as esferas educacionais, visto que os recursos não serão suficientes para poder incrementar medidas de melhoramento. Assim, a formação intelectual e cidadã do estudante fica prejudicada, dificultando as transformações sociais.
Portanto, medidas são necessárias para tornar a educação libertadora e acessível. Para isso, o Ministério da Educação deve remodelar o ensino tradicional. Isso deve ser feito por meio da inclusão da interdisciplinaridade nas escolas, deixando horários livres para os alunos desenvolverem atividades extra-curriculares. Porquanto, deverá oferecer opções como atividades de pesquisa, clube de leituras e grupos teatrais, a fim de permitir aos alunos expandir o desenvolvimento intelectual. Ademais, cabe ao Legislativo criar uma lei que estipule valores mínimos que deverão ser destinados à educação, por meio do aprovamento no Senado, a fim de evitar o sucateamento e ser possível ampliar a oferta educacional.