O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2021
A série “Everybody hates Chris” aborda em alguns espisódios, situações de desigualdade no ambiente escolar no qual o personagem principal estuda em um colégio de bairro um diferente ao que ele reside, em busca de receber uma educação de “melhor” qualidade e, posteriormente, sofre diversos tipos de preconceito. Infelizmente, de acordo com reportagens da Folha de São Paulo, a taxa de desigualdade educacional aumentou em 58% nos últimos anos. Contudo, o ensino é fundamental para a construção de valores em caráter social e educacional e sua ausência acarreta em prejuízos. Tal decorrência se dá por dois fatores: a desigualdade escolar e a desvalorização de determinadas profissões.
Em primeira análise, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), durante a pandemia de Covid-19, cerca de 6 milhões de estudantes não possuem acesso à internet e pelo menos 30% desses alunos não possuem equipamentos que possibilitam o estudo nesse período. Essa estatística afeta principalmente pessoas com baixa renda financeira -pobres, negros e moradores de periferias-, e lamentavelmente esse acesso à informação alcança em sua maioria apenas a classe média e alta. Sendo assim, de acordo com o art. 2 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação é dever da família e do Estado, sendo de extrema importância na constituição de cidadãos com valores socias que contribuem e são capazes de formar uma boa convivência no cotidiano.
Ademais, há uma grande desvalorização de profissões ocupadas por pessoas que não tiveram boas oportunidades de estudo na vida ou que apenas escolheram trabalhar em áreas menos valorizadas. Em 2017, uma escola no Rio Grande do Sul causou uma revolta ao fazer uma festa com o tema “e se tudo der errado”, no qual os estudantes foram fantasiados de faxineiros, mecânicos, garçons, que são cargos geralmente ocupados por pessoas que tiveram pouca ou nenhuma formação escolar. Segundo o portal da Rede Globo, cerca de 50% dos professores brasileiros não recomenda sua profissão por considerá-la desvalorizada, mas são um dos principais formadores de princípios gerais desde a infância.
Portanto, a educação de qualidade nas escolas brasileiras deve ser de fácil acesso para alcançar todas as camadas populacionais. A fim de amenizar essa discrepância de conhecimento entre estudantes de escolas diferentes, o governo de cada estado junto com o Ministério da Educação, deve promover o alinhamento entre a matriz escolar de redes públicas e privadas, realizar reuniões mensais buscando inovações no âmbito escolar. Por meio de projetos sociais de cunho educativo, pode haver a distribuição de aparelhos eletrônicos, instalações de pontos de “Wi-Fi”, a criação de alternativas para pessoas sem acesso à internet em comunidades carentes, de modo que haja uma diminuição na desigualdade educacional e ocorra uma construção de valores socias devido a educação no Brasil.