O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2021
No livro “1984”, do escritor George Orwell, vê-se no personagem principal uma postura questionadora perante a disfuncionalidade da sociedade em que está inserido. Sendo assim, é possível se inspirar no senso indagador de tal protagonista, para se entender, por exemplo, a falta de valor da educação nas transformações sociais no Brasil, buscando assim, formas de resolução para este entrave. Nesse sentido, é preciso analisar essa questão no país.
Primeiramente, nota-se que, ao permitir essa desvalorização o Poder Público se mostra negligente. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta incentivar as escolas sobre a importância do domínio de outras formas de aprendizado, como o ensino a distância, o que prejudica a consolidação do direito a educação. Posto isso, percebe-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos. Dessa forma, nota-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes.
Ainda, pontua-se que, a ausência de engajamento coletivo para se alcançar, realmente, uma sociedade sem essa desvalorização. Como prova verifica-se a inércia em parte da população em não lutar por investimento financeiro estatal, posto que faltam verbas, para se investir, por exemplos, em ensinos em EAD nas escolas. Comprometendo assim, novos meios de ensino no país. Para explicar esse cenário, observa-se em virtude do pessimismo que se intensificou após a Segunda Guerra Mundial as pessoas passaram a aceitar quadros negativos, conforme apontam as reflexões do sociólogo Zygmunt Bauman.
Cabe, por fim, admitir que, a falta de valor deve ser superada. Logo é necessário que o Estado assegure a conscientização social, priorizando palestras educativos com especialistas da área da educação, realizadas em escolas, com o objetivo de se obter novos métodos de ensino. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre a importância de se obter uma postura não resignada da desvalorização do ensino, a fim de potencializar a mobilização coletiva em prol ensinos em EAD. Desse modo, a postura questionadora poderia ficar restrita ao livro de George Orwell.