O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2021
“Educação não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou construção”. Portanto, a frase do educador Paulo Freire nos mostra o quanto a educação é de suma importância como auxílio para mudança e formação de um indivíduo na sociedade. Em relação ao valor da educação no Brasil, temos dois pontos importantes: A alfabetização a partir do Movimento de Educação de Base (MEB) e o uso para ressocialização de presidiários.
Constata-se, a princípio, que mesmo no séc. XXI o analfabetismo é um problema vivenciado por muitas pessoas, principalmente as que vêm de famílias e regiões mais carentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,6% da população brasileira é analfabeta. Por isso, o MEB implementou escolas radiofônicas para auxiliar na educação construtiva, principal valor da alfabetização, a fim de desenvolver a leitura, escrita, comunicação, ideias e pensamentos.
Destaca-se, além disso, a educação como único processo que transforma o potencial em competências e habilidades. De acordo com uma pesquisa do G1, apenas 12,6% dos detentos estudam. A baixa taxa indica que os incentivos para esses atos são pouquíssimos, mesmo com tamanha importância, porém ações educativas exercem influência edificante na vida do recluso criando condições de moldar sua identidade, em busca de compreender-se como um indivíduo social, construir planejamentos de vida, definir e trilhar caminhos para uma nova vivência em sociedade.
Portanto, percebemos que o valor da educação é grandioso e também os valores por ela transmitidos. Para progredirmos cada vez mais com esse benefício, é importante a participação do Estado, incentivando a alfabetização através de campanhas e movimentos como o MEB a fim de auxiliar grupos mais carentes a uma possível evolução alfabética e cabe ao Estado, também, desenvolver incentivos aos presos como a inclusão de cursos técnicos de modo que garanta uma vida comercial melhor quando saíssem e estruturas prisionais mais adeptas a eles.