O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 19/07/2021

Educador e filósofo, Paulo Freire já dizia: “Sem educação a sociedade não muda”. Paralelamente, a Constituição de 1988 diz que é dever do Estado e da família garantir a educação como um direito social e universal. Por isso, refletir sobre o valor do ensino nas transformações socias é imprescindível para o cidadão brasileiro, uma vez que essa ferramenta tão negligenciada é responsável pelo desenvolvimento do pensamento crítico e humanista do homem no corpo social.

Historicamente, as instituições jesuíticas foram as primeiras escolas brasileiras, encarregadas de uma metodologia acrítica e alheia à realidade na vida da colônia. Consequentemente, alguns problemas ainda persistem, já que há uma barreira socioeconômica não ultrapassada, que é a base da falha educacional do país. Desse modo, o escritor Darcy Ribeiro propõe que o Brasil vive um “Pacto de Mediocridade”, conceito em que o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende. Esse fato é comprovado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, segundo ele, existem cerca de 11,3 milhões de analfabetos no país. Além disso, a evasão escolar, a violência contra professores e a falta de investimentos, são fatores que contribuem não só para a desigualdade, mas também vão de desencontro com a pauta sugerida pela Constituição.

Ademais, a educação tem papel fundamental na vida e formação social do ser humano, é por meio dela que um país prospera e o povo é capaz de opinar sobre as medidas relacionadas à sociedade e os direitos cívicos. Dessarte, são muitas as vantagens alcançadas, como, por exemplo: o combate à pobreza, quanto mais as pessoas estudam, mais oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, os países que priorizam o ensino registram o crescimento econômico acima da média, promovem a saúde, diminuem a violência e aumentam a felicidade. No artigo vinte e seis da Declaração Universal dos Direitos Humanos é dito: “A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos sociais’’, ou seja, vai além de teorias e atinge os aspectos valorativos do homem. Desta feita, a real necessidade de ações governamentais movidas pelo Estado, juntamente com os Ministérios da Educação, faz-se necessária no direcionamento de verbas para a melhor aplicação de leis e investimentos em instituições de ensino público. Incluindo nas escolas o acesso a novas tecnologias, e por meio de palestras e capacitações, estabelecer cursos para os professores e fomentar também no aluno a motivação para evoluir e modernizar a educação. Além disso, o MEC inserir na Base Comum Curricular, por meio de campanhas e aulas, a importância da metodologia do ensino igualitário e o conhecimento das Leis de Diretrizes e Bases, assim, quebrando com o “Pacto de Mediocridade” e respeitando os direitos humanos para uma melhor convivência social.