O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 18/07/2021

Capacidade de adaptação, expansão do conhecimento, honestidade e espírito de equipe. Esses são só alguns exemplos das benéficas consequências de um dos assuntos mais discutidos atualmente no Brasil, a educação. No entanto, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), percebe-se o quão negligenciado estão sendo esses valores. Atualmente, mais de 13 mil escolas públicas encontram-se em condições precárias devido ao despreparo das instituições governamentais.

É indubitável que a questão da indiligência do governo frente à educação como um dos mais fortes meios de transformação social esteja entre os fatores que intensificam a apatia educacional brasileira. Em consonância, o modo de ensino arcaico presente na maioria das escolas nacionais priva os alunos da liberdade de expressão, uma vez que, nesse caso, o professor é visto como o único possuidor do conhecimento, o que dificulta a dinâmica social dentro de uma sala de aula. Nesse viés, percebe-se o estreitamento da margem para a formação dos sensos político e crítico, o que sem dúvida, seriam pontos cruciais para uma notória transformação social no Brasil.

Outrossim, cabe ressaltar que em 2016 foi implantada a Proposta de Emenda Constitucional (Pec 241). Tal proposta foi aprovada com o objetivo de diminuir despesas e dívidas públicas por meio da retenção dos gastos públicos. Consequentemente, mais de mil escolas estaduais ficaram sem verba para suas atividades e não puderam atuar por tempo indeterminado. Essa ausência educacional no cotidiano dos jovens brasileiros contribui para o agravamento de atitudes indisciplinares fora dos campos escolares, como o bullying.

Infere-se, portanto, a necessidade governamental de priorizar a educação. Para que isso ocorra, é imprescindível a adoção de recursos financeiros às escolas de baixa renda e, a médio prazo, a prática de palestras de caráter público para a conscientização da importância escolar, visando alcançar a influência social por meio de atitudes democráticas. Também é importante a participação de profissionais da área estudantil, como um ato de solidariedade, em aulas gratuitas e de fácil acesso para aqueles que estão sendo privados do ensino escolar.