O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 18/07/2021

A constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê no seu artigo 6º o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro, e com esse ponto sendo vigente o Brasil poderia provar de transformações sociais que a educação pode proporcianr. Porém, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observa por exemplo a falta de investimentos financeiros em escolas públicas e o sucateamento da educação nas mesmas.

Em uma primeira análise, deve-se observar a ausência de medidas governamentais para uma melhor distribuiçao de recursos financeiros voltados para educação. Com isso, alunos de escolas públicas acabam, infelizmento, não tendo as mesmas oportunidades que alunos de colégios privados de ingressar em faculdades públicas. Uma amostra disso é a pesquisa feita pelo IBGE (instituto brasileiro de geografia e estatística), onde apontou que somente 36% de alunos de escolas públicas entram em universidades federais ou estaduais, enquanto 79,2% dos estudantes  de instituições privadas conseguem esse acesso. O filosofo contratualista John Locke, acreditava que quando o ser humano não consegue viver de maneira igualitária e digna, ocorre uma “quebra” do contrato social com ele, visto assim, quando o estado nos dias atuais não cumpre com seu papel de oferecer oportunidades iguais, ele está “quebrando” com seu papel junto aos cidadãos do país.

Ademais, é necessário observar também o sucateamento da educação pública no Brasil, visto que segundo a pesquisa TIC educação aponta, quase 40% do alunos de escolas públicas não tem acesso a computador ou tablet em casa, esse número desce para 9% quando se fala de escolas privadas. Sendo assim, com a falta de aparelhos para o acesso a internet, acaba amplindo a dificuldade de melhoria na qualidade de ensino, justamente pelo pouco acesso a informações e ate mesmo aulas remotas. Com isso a educação acaba ficando tritemente defasado, tendo em vista que o mudo está muito mais tecnologico e o ensino deveria acompanha-lo.

Por fim, é imprescindível que o governo tenha projetos de criação de verbas destinadas a compra de tablets e computadores para alunos e professores da rede pública, ampliando assim a melhoria na qualidade da educação, gerando uma equidade para a população com baixa renda. É preciso ademais, que o Estado promova palestras e cursos de qualificação de várias áreas, onde profissionais especializados como engenheiros, medicos, professores e diversas outras profissões possam ensinar e discursar sobre suas áreas de atuação, aumentando assim o acesso ao entendimento do que seria cada profissão, podendo dessa maneira o estudante de escola pública escolher qual formação seguir. Com isso, o estado cumpriria seu papel e não estaria “quebrando” o contrato social de John Locke.