O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 18/07/2021

Para Paulo Freire, um pedagogo brasileiro, o papel da educação é conscientizar e inquietar para a compreensão da própria condição. Nessa linha de raciocínio, o conhecimento consegue realizar transformações na sociedade. Assim, é importante comentar à respeito das desigualdades educacionais e a aprendizagem sistematizada.

Em um primeiro momento, observa-se que as condições das pessoas ao acesso à um ensino de qualidade são muito injustas. Um quarto da população brasileira, vive em situação de pobreza ou extrema pobreza, essa estimativa afeta muito na questão da escolaridade, em um país em que apenas 8% dominam de fato português e matemática. Inúmeros indivíduos acabam se tornando ignorantes, sem informações suficientes nem para saber seus direitos e como trabalhar em favor do coletivo. Nesse cenário, a falta de políticas públicas e justiça sociais ocasiona na discrepância dos desenvolvimentos mentais.

Ainda se faz válido ressaltar, também, a importância de uma nova forma de ensino, menos linear e rígida, em que os alunos vão ser os protagonistas, para levar em conta as particularidades de cada um e respeitar os seus tempos e não tratá-los como rôbos. Eles poderão relacionar suas bagagens pessoais com os conteúdos, estimulando um senso crítico, inovador e reflexivo dando-lhes capacidade para participar de mudanças na sociedade, visando um convívio mais justo e digno para todos. Esse estilo de aprendizado individual, junto à organização tem potencial para desenvolver diversos processos cognitivos.

Diante dos expostos, fica claro que medidas precisam ser tomadas para melhorar a excelência da educação do Brasil em prol das renovações comunitárias. Sendo assim, é essencial que o Governo federal invista mais nas instituições escolares públicas, com infraestrutura e livros de qualidade, para que todos tenham possibilidade de aprender, além disso, implementar uma forma de aprendizado tendo o discente no centro. Somando à isso, é imprescindível campanhas que orientem famílias à ensinar logo cedo aos jovens sobre os preconceitos e exclusões existente no corpo social e como isso pode mudar com esforço. Desse modo, as próximas gerações vão ser compostas de adultos mais conscientes, autonômos e responsáveis com o povo.