O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 19/07/2021

Conforme Cleamnet Attle, político inglês, a democracia não é a lei da maioria, mas a lei da maioria que respeita os direitos da minoria. Nesse sentido, a democracia é um fator fundamental para o oferecimento igualitário de educação. No entanto, quando se observam os desafios da valorização da educação nas transformações sociais no Brasil, percebe-se que os objetivos da democracia não são completamente alcançados. Isso se deve, principalmente, à falta de interesse da sociedade em promover mudanças na forma de ensino e à escassez de políticas voltadas para o oferecimento equitativo de educação transformadora.

Inicialmente, vale analisar, como fator primordial, a falta de motivação da socieade em gerar mudanças no ensino. Esse problema social é consequência do “default”, ou também conhecido como opção padrão, de acordo com Shawn Achor, professor assistente de Harvard, os seres humanos costumam sempre escolher a opção mais fácil e menos trabalhosa de fazer as coisas. Prova disso é o fato de países em que é necessário o preenchimento de formulários e de espera burocrática para torna-se doador de órgãos possuem taxas menores de aceitação dessa ação do que outros em que o indivíduo nasce como doador e caso não queira deve informar o seu não interesse, como é feito na Espanha. De forma semelhante funciona a educação brasileira, pois sempre culpa-se o Governo ou conforma-se com a situação das coisas, mas pouco se observa projetos sociais para revitalizar escolas ou exigir mudanças das autoridades. Dessa forma, é fundamental a mobilização da população e de escolas para tentar mudar o ensino brasileiro.

Além disso, cabe avaliar a falta de políticas centradas no oferecimento igualitário de educação transformadora. Isso pode ser confirmado pela continuação de desigualdade salarial dos professore no país, mesmo que exista o Piso Nacional Salarial de Professores, ou seja, as leis se encontram presas em livros e linhas que não respeitados, tornando o brasileiro um “Cidadão de Papel”, segundo o escritor Gilberto Dimenstain. Dentro do contexto da educação, esse problema impacta na desigualdade escolar, e, em um país como o Brasil, marcado por uma arraigada e indecente desigualdade social e econômica, os impactos serão quase sempre sobre os mais pobres, negros e periféricos.

Portanto, a falta de interesse da sociedade e a escassez de políticas fomentam a desvalorização da educação nas transformações sociais. Desse modo, urge que os Ministérios da Educação, em conjunto com as escolas e a população, por meio de de investimentos governamentais, deve criar um novo modelo de ensino e restruturar escolas mais decadentes, no qual o aluno e professor poderam dividir suas experiências para crescerem no aprendizado, a fim de melhorar a educação brasileira.