O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 19/07/2021
As Vanguardas Europeias foram um conjunto de exposições artísticas que traziam, entre seus ideias, a quebra de concepções pré-definidas. Assim como tal proposta intensivamente impactou e, até os dias atuais, impacta pensamentos em sociedade, busca-se ofertar a educação no Brasil como, semelhante as vanguardas, essencial instrumento de tranformação social. A fim de se conquistar o importante valor de revolução da educação, deve ocorrer a quebra do pensamento retrógrado sobre o processo de formação, por meio do qual se gerará a elaboração de novas concepções.
Em primeira análise, evidencia-se como o entendimento de educação passado, apenas como meio pelo qual aprende-se formúlas, regras e datas, precisa ser rotacionado. O sistema de alfabetização implantado durante a Ditadura Militar no Brasil, o Mobral, fora um exemplo de processo de aprendizagem em que se pretendia unicamente formar máquinas, ou seja, pessoas que sabiam ler, mas não tinham a capacidade de interpretar, criticar ou questionar. A nocividade de tal sistema se encontra justamente na formação de um ser humano de pensamento heterônomo, que aceita o que lhe é incisivamente imposto e é incapaz de redefinir isso. Esse fato pode ser problematizado na dificuldade que Winston, protagonista do livro “1984”, de George Orwell, sentiu ao tentar expressar em seu diário pronunciações que não fossem do Grande Irmão ou do Partido, ambos figuras de poder na comunidade em que ele vivia, mas, sim, seus autônomos pensamentos. Para ele, por não ser propositalmente instigado, era inevitável fugir do padrão, das estruturas que em sua grande maioria regiam a sociedade.
Decorrente disso, em um cenário que, em vez de uma educação apenas transmissora de informações, se estabeleça um processo formacional crítico, pretende-se formar, assim, cidadãos que quebrem com as barreiras sociais e, de maneira independente, disseminem novos ideiais. Foi o que ocoreu quando Helen Caldwell, escritora do livro “O Otelo brasileiro de Machado de Assis”, refurtou uma defesa à Capitolina, alegando não haver provas de traição no livro “Dom Casmurro”, contrariando a grande maioria que tinha uma ideia quase certa de que tal personagem havia traído. Caldwell criticamente rompeu com estruturas pré-estabelecidas e formulou suas novas concepções.
Concluí-se, portanto, como a educação pode ser transformadora quando plenamente esse valor é instigado. Isto posto, cabe ao Misnistério da Educação tornar indispensável, nos ambiente escolares, dinâmicas que incitem a criticidade dos jovens - como a projeção de apresentações, não apenas expositivas, mas argumentativas, por parte dos próprios discentes, sobre temas relevantes em sociedade. Essa ação deve ser exercida por meio da elaboração de um projeto de lei que defina tais convenções como obrigatórias. Assim, jovens varguarditas, críticos e revolucionários, serão formados.