O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 04/08/2021
Na música “Estudo errado”, Gabriel, o pensador, critica um ensino obsoleto e ineficaz, em que o aluno frequenta a escola mas não adquire nenhum aprendizado. Tal ensino é referente ao que é majoritariamente dado aos jovens brasileiros. Isso, porque a sociedade foi desenvolvida com a presença notável da desigualdade, a qual está intrinsecamente ligada à permanência da alienação e comodidade dos jovens no Brasil. Tal realidade precisa ser mudada, a fim de que, atravéz da educação, transformações sociais sejam alcançadas.
Em primeira instância, tem-se a desigualdade social como fator principal da existência de uma educação precária no território brasileiro. Para a resolução desse problema, Celso Furtado, importante economista brasileiro, criou um projeto de desenvolvimento econômico e social baseado na equidade. No entanto, como, em suas palavras " o subdesenvolvimento é uma estratégia para a manutenção do poder", não foi aplicado no Brasil, mas na União Europeia. Observa-se, então, que o poder tem sido exercido atravéz da limitação ao acesso do conhecimento. Assim, torna-se inegável que a escassez do pensamento crítico é mais rentável para os dominantes.
Portanto, a falta de incentivo e recursos governamentais para a melhora do sistema educacional brasileiro contribui para a alienação e atual inércia dos futuros cidadãos. Por isso, é necessário que a educação seja um instrumento disponível a todos de maneira eficiente. Nessa perspectiva, o educador Paulo Freire afirma a importância de uma educação integrada que instigue o pensamento crítico, visando não apenas o depósito de conhecimentos aleatórios, mas o modo de utilizá-los a favor de um bem comum. No entanto, percebe-se, no Brasil, uma educação altamente conteudista, contrária à proposta de Paulo Freire. Desse modo, ao mudar a base da sociedade, a educação, obtém-se mudanças na estrutura social, o que faz-se primordial na sociedade brasileira.
Diante disso, são necessárias mudanças para a promoção de uma sociedade mais crítica, consciente e ativa ao exercer a cidadania. Então, o Estado, primeiramente, deve elaborar um plano de reestruturação educacional, de modo a começar pela valorização dos educadores, com a remuneração adequada para que esses possam exercer sua função de maneira ativa e com qualidade. Além disso, o método de ensino deve ser revisto e adequado à formas mais efecientes de aprendizado, com incentivo à ciência, leitura e aulas práticas. Assim, o estudo deixará de ser errado e se tornará a maior arma de modificação social para os brasileiros.