O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 18/08/2021

O Brasil, país que foi conquistado por volta dos anos 1500, foi e é marcado por inúmeras desigualdades, tanto sociais quanto econômicas. Desde seu período colonial, foi palco para políticas da mais pura violência, como: o tratamento de negros, indígenas, mulheres, homossexuais, dentre outros. Que muitas vezes são tratados como seres inanimados, bárbaros ou objetos de reprodução. Dessa maneira, é evidente que uma das formas mais eficazes de “quebrar” essas barreiras socias é através da educação. Todavia, é necessário regulamentar esse direito judicialmente e investir fortemente nessa transmissão de conhecimento.

Primeiramente é importante frisar que as mulheres só conseguiram ter direito ao ensino superior no ano de 1979, lamentavelmente, com a permissão do marido. Dessa forma, não é necessário apenas ter a vontade de estudar, de ter essa ascensão social, mas ter também direitos civis que lhe assegurem proteção jurídica desses homens, garantindo assim sua liberdade de escolha, pois essa estrutura social, mesmo com o passar dos anos, ainda é presente e deve ser mudada. Logo, a educação é sem dúvidas uma das formas mais eficazes de “crescer socialmente”, mas deve ser consolidada com direitos práticos para essas mulheres, que muitas vezes, por medo, pressão psicológica do marido e falta de segurança jurídica não tem essa oportunidade.

Assim, depois de garantir esse direito, não só para mulheres, mas também para minorias, que muitas vezes não tem esse privilégio, por questões econômicas e sociais, que podem ser solucionadas, o próximo passo é investir nessa educação brasileira. Segundo dados do IBGE, o Brasil está em 53° lugar em um ranking de 65 países avaliados pelo (PISA) isso deixa evidente, que investir em educação é algo que não acontece no país, e desde a pandemia essa realidade vem ficando cada vez mais evidente com, por exemplo, o risco de fechamento de grandes universidades brasileiras, como a UnB.

Dessa maneira, para chegar nesse patamar é necessário investimento do governo, para ter uma educação de excelência, e principalmente, garantia direitos civis não só no papel. Portanto, compete ao Poder Judiciário, por meio da aplicação efetiva das leis que devem sair da teoria e ser de fato colocadas em prática, pois no ano de 2019, segundo a Folha de S, Paulo cerca de 119 mulheres foram atacadas pelo “companheiro” e 25% destes com antecedentes criminais ou histórico de violência, assim muitos desses crimes poderiam ser evitados caso esses abusadores tenham sido presos. Além disso, o governo federal com seu financiamento ao SUS deve complementar essa ação que deve ser feita por meio de iniciativas públicas que ofereçam assistência psicológica à essas vítimas, além de bolsas estudantis, uma vez que não basta apenas incentivar a educação, mas fornecer meios viáveis.