O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 28/08/2021

O líder político Nelson Mandela dizia que “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, reconhecendo o papel dessa como agente transformador social. No entanto, no Brasil, grande parte das escolas ainda seguem modelos arcaicos de ensino, não estimulando o senso crítico dos alunos e deixando de aproveitar integralmente seu potencial. É cabível, portanto, analisar a contribução da educação na sociedade, o porquê de ser mal aplicada e possível medida para solucionar essa questão no país.

Inicialmente, é imprescindível abordar como o acesso ao ensino pode resultar em cidadãos mais engajados políticamente. De acordo com o professor Ainor Lotério, indivíduos mais críticos e conscientes são predispostos a cumprir com seus deveres cívicos, tendo em vista que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto que para os que não tem, esse número cai para 54%. Dessa forma, fica evidente que a educação tem um papel fundamental no estímulo a cidadania e a democracia, agindo positivamente na sociedade e modificando-a.

No entanto, o modo que a maioria das instituições de ensino trabalham, no Brasil, não contribui para esse processo. O pedagogo Paulo Freire falava, em suas obras, sobre a “educação bancária”, na qual a escola “deposita” conhecimento na cabeça dos alunos, como se fosse um depósito bancário. Esse tipo de ensino passivo, ainda muito presente no país, por não estimular os estudantes a pensarem por si mesmos, não desenvolve seu senso crítico e sua noção de cidadania, o que contribui para a formação de adultos menos conscientes com menor poder de alteração social.

Sob essa perspectiva, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Educação, implementar projetos educacionais que modifiquem o sistema de ensino vigente. Para isso, podem ser promovidas reuniões e palestras ao corpo docente, que apresentem o tema e ofereçam meios de aplicar um ensino mais ativo, a fim de que os alunos reconheçam seu papel como agentes transformadores da sociedade em que vivem. Assim, será possível formar cidadãos mais conscientes e socialmente proativos.