O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 31/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6º o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa o valor da educação nas transformações sociais no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz- se imperiosa a análise dos fatores que favorecem a desvalorização na educação.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de investimentos na educação. Nesse sentido, é importante que as políticas públicas sejam mais empenhadas tendo em seu centro a redução de desigualdades. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a exclusão dentro do próprio sistema educacional como impulsionador da desvalorização da educação no Brasil. Em um contexto de desigualdade, discriminação e crescimento de violência, começar mudanças pela escola não é só importante, mas essencial. Segundo Paulo Freire, importante educador e filósofo, já confirmou essa relevância quando afirmou que sem educação a sociedade não muda. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Governo, por intermédio do Ministério da Educação invista em formação inicial e continuada para professores, valorização salarial e a garantia de do acesso em estabelecimentos com infraestrutura digna para alunos e profissionais da educação. Assim, se consolidará uma sociedade mais empática, onde o Estado desempenha correntamente o seu “contrato social, tal como afirma John Locke.