O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 02/10/2021

Na decáda de 1950 e 1960 o sociólogo brasileiro Florestan Fernandes defendeu a universalização e a qualidade da educação no Brasil ,haja vista que o acesso a escolas era restrito aos mais ricos. No entanto, apesar da escola atualmente ser acessível a todos, ela não é de qualidade e não apresenta muitas possibilidades de mudanças sociais aos alunos.Infelizmente,fatores como a forma engessada que o ensino é dado em sua maioria no país e uma gestão ruim dos recursos publicos para a comunidade escolar explica esse cenário.Diante disso, cabe analisarmos tais causas e propor medidas que transformem  esse cenário no país.

Em uma primeira análise, o método de ensino no qual o professor atráves do quadro e explicações transfere o conteúdo para o aluno de forma passiva ,não gera grandes resultados e nem instiga o aluno a se envolver no processo de conhecimento. Segundo o livro " Aprendizagem Baseados em Problemas" dos professores Genoveva Sastre e Ulisses Ferreira, os metódos tradicionais possuem entre 10 % e 20% de fixação de conteúdo pelos discentes, já quando eles participam ativamente das aulas com troca de experiências entre eles e o professor a fixação aumenta para 90%.Logo, uma forma mais ativa de  transferir o conhecimento aos alunos abre uma janela de oportunidades, pois se sentem capazes de mudar a sua história através da educação.

Em seguida, a qualidade do ensino pedida por Florestan no secúlo passado ainda não é realidade no país. Segundo a OCDE( Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil está entre os países que mais investem em educação no mundo, no entanto essa verba não é revertida em qualidade de ensino e melhores salários dos professores, por exemplo.De acordo com vice-diretor  do INSPER(Instituto de Ensino e Pesquisa),Marcos Lisboa, é necessário uma melhor gestão desses recursos para que os resultados esperados aconteçam. Dessa forma,a transformação social por meio da escola será uma realidade, porque um ambiente agradável e professores felizes com  a profissão motivaram os alunos a romperem as barreiras sociais impostas pela desigualdade social.

Em síntese, o Ministério da Educação deve trabalhar  para que esse conjuntura seja mudada. Primeiro é necessário que as secretarias de educação estaduais e municipais realizem cursos periodicamente para os professores sobre metódos não convencionais de ensino que tranformem não só eles como também os alunos e a comunidade escolar em participantes e colaboradores ativos do processo de aprendizagem, a fim de melhorar a qualidade de ensino no país. Além disso, deve também realizar uma gestão mais apurada dos recursos aumentando o salário dos professores e conferir um melhor atendimento as escolas de acordo com sus necessidades.