O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 29/09/2021

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Essa célebre frase do líder na luta contra o regime do apartheid no continente africano Nelson Mandela retrata com destreza o valor de um bom nível de ensino. À medida que o número de indivíduos com acesso à educação cresce, maior o desenvolvimento de um país e suas transformações sociais. Não obstante, o descaso com o compromisso escolar e a necessidade de largar os estudos por ter de trabalhar são intermediários na busca por uma sociedade remodelada e sem preconceitos no Brasil.

Em primeiro plano, o descaso do compromisso escolar se evidencia nos últimos anos no sistema de EAD nas escolas. Segundo o G1, em 2020, mais de 50% dos alunos das escolas estaduais paulistas não acessavam as aulas à distância, seja por problemas de conexão, seja por desinteresse. Desse modo, diversos adolescentes brasileiros veem a educação como um fardo e não como algo positivo em suas vidas, e os que valorizam muitas vezes não conseguem ter acesso a mesma. Sendo assim, isso traz um problema claro ao país, que mesmo antes da pandemia não se situava bem quando o assunto era educação, como a pesquisa de 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) em que o Brasil se encontra entre os últimos colocados em nível de escolaridade.

Outrossim, a pobreza entre as camadas mais baixas da população brasileira traz outra dificuldade ao ensino do país. Conforme o IBGE, cerca de 40% dos jovens que não terminaram o ensino médio precisaram deixar as salas para trabalhar. Com isso, acaba se tornando um ciclo vicioso o futuro da família dos jovens, pois, por não ter a escolaridade adequada, dificilmente se consegue trabalhos com uma boa remuneração, suficiente para sustentar uma família, pressionando o próximo descendente ao mesmo destino dos pais. Dessa forma, isso contribui para o definhamento da sociedade brasileira e o encadeamento de más condições sociais.

Em suma, o Brasil carece de muitos investimentos e interesse na educação dos jovens. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por modular o ensino público no Brasil, prover aulas gratuitas abertas ao público aos finais de semana para aqueles que desejam estudar, porém necessitam trabalhar durante os dias úteis. Além disso, em colaboração o mídia, o MEC deve promover uma série anúncios especificando as contribuições do estudo na formação pessoal e profissional, a fim de impactar os jovens com pouco interesse. Dessa forma, pondo em prática a frase de Nelson Mandela, o país pode evoluir e transformar seu cenário atual.