O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 11/10/2021

A educação no Brasil começou com a chegada dos jesuítas portugueses, em 1549, que tinham como objetivo educar e converter o povo indígena à fé cristã. Nesse sentido, hoje, a educação é um dos elementos mais importantes no país para o crescimento social. Porém, a estrutura de ensino nas escolas públicas tem se mostrado falha, pois é atingida pela desigualdade educacional. Assim, o sistema de educação gera constantemente falta de perspectiva e desistência de muitos estudantes periféricos. Com isso, torna-se importante a discussão sobre o valor da educação nas transformações sociais no Brasil.

Em primeira análise, é válido frisar a ligação existente entre a desigualdade social e a educacional. Sobre isso, segundo dados de pesquisa do IBGE, 11,8% dos jovens de 15 a 17 anos, que faziam parte da parcela de 20% da população com menores rendimentos, abandonaram os estudos em 2018. Isso ocorre, em partes, pela dificuldade de deslocamento até a escola e pela necessidade de complementarem a renda da família. Assim, acabam por estudar pouco e trabalhar precariamente uma vez que não têm conhecimento suficiente para ter um emprego digno, perpetuando a desigualdade social.

Ademais, durante a pandemia do coronavírus, a desigualdade educacional tornou-se ainda mais evidente, pois alunos de escolas públicas e de baixa renda têm em menor disponibilidade os meios de comunicação digitais, afim de participarem de aulas remotas, em comparação com estudantes de instituições privadas e de maior renda; situação essa que fere o direito dos estudantes pobres à uma educação de qualidade, indo contra o pensamento de Paulo Freire, que diz que ninguém é superior a ninguém.

Portanto, diante dos fatos citados sobre a desigualdade social e a educacional, percebe-se a necessidade de medidas que visem a igualdade e a diminuição da evasão escolar no Brasil. Dessa forma, as prefeituras e governos estaduais poderiam investir em campanhas de conscientização em relação as consequências da evasão escolar, além de incentivar os estudantes por meio de novos métodos de ensino que os tornem protagonistas de suas aulas. Ademais, cabe ao Governo Federal ajudar as famílias carentes por meio auxílios suficientes para que os estudantes mais pobres não precisem trabalhar. Desse modo, a evasão escolar e a desigualdade educacional não serão mais parte da realidade brasileira.