O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 08/10/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar na sociedade. Entretanto, a desigualdade no sistema de ensino apresenta dificuldades para a transformação social no valor da educação.

Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de acesso escolar durante a pandemia, em que 42% da população, segundo o G1, não possui acesso a internet, para acessar o EaD (ensino a distância). Diante dessa perspectiva, os estudantes não possuem meios e condições, o que gera uma desigualdade na educação que afetará seu futuro. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o piso salarial como impulsionador das transformações sociais no Brasil. Diante de tal exposto, o salário de um sujeito sem estudo é menor possível, não sendo possível ele garantir melhores condições a sua família. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, proponha uma distribuição de livros e apostilas à população carente e tablets para acessar aulas on-line, com o fim de diminuir a desigualdade educacional, com a oportunidade de um melhor emprego. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.