O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 11/10/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão possui direito à educação, bem como ao bem estar social. No Brasil, entretanto, é notório que há ainda muitas barreiras para que a educação seja transformadora e de qualidade para toda a população. Dessa forma, a educação, sem dúvidas, é um meio de ascensão e transformação social, mas que ainda encontra muitas dificuldades no Brasil, seja pelas desigualdades sociais enraizadas no país, seja pela falta de investimento governamental.

Em primeira análise, cabe ressaltar uma das principais causas para a educação no Brasil ainda não ser transformadora: a desigualdades social. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2020, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Essa desigualdade não vem de hoje, mas continua presente desde a época da colonização brasileira, em que muitas desigualdades surgiram dali, seja pela renda, pela raça ou região. Logo, quando se trata de uma educação transformadora e de qualidade para todos, é preciso considerar que essa educação ainda não chega a todas as pessoas e a todas as localizações do país e isso impede a ascensão social e a mudança de vida de muitos indivíduos.

Outrossim, outra causa do problema é a falta de investimento governamental. Quando não há recursos suficientes no investimento da educação no país, isso impede que a educação seja transformadora e de qualidade. Toda essa negligência governamental impossibilita que as escolas do país tenham boa estrutura para receber os alunos, seja física ou mesmo materiais didáticos de qualidade, além de haver uma dificuldade em formar os profissionais da educação, o que torna a educação deficitária e agrava ainda mais as desigualdades do país. Segundo Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”. Dessa forma, não há como ter progresso e melhoria social sem educação ou com uma educação precária.

Portanto, medidas fazem-se necessárias para resolver o impasse gerado pelas desigualdades e pelo pouco investimento governamental em educação no país. É preciso que o Ministério da Educação, com o auxílio de verbas da União, arrecadas por meio de impostos, invista maior parte do orçamento em educação, com a reforma nas escolas públicas de todo o país, a formação de profissionais da educação e a compra e distribuição de material didático de qualidade. Além disso, é imprescindível que haja uma discussão com educadores do país para analisar quais medidas podem ser tomadas, na tentativa de amenizar as desigualdades educacionais no país, e isso deve ser feito por meio de palestras e debates com os profissionais. Desse modo, o Brasil será um país mais justo e a educação transformadora e de qualidade será um direito efetivado e não apenas exposto na Carta Magna.