O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 22/10/2021

Na obra cinematográfica “Escritores da liberdade”, a professora Erin Gruwell leciona aula para um grupo de estudantes corrompidos pela agressão e pela violência, que têm muitas diferenças e não têm o desejo de aprender. Fora da ficção, surge a questão do valor da educação nas transformações sociais na sociedade brasileira. Sob esse ponto de vista, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de infraestrutura intensificado por interesses financeiros, juntos atuam como causa e  aprofundam essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a carência de infraestutura necessárias para o desenvolvimento do aluno é um fator determinante na persistência do problema. A filósofa alemã Hannah Arendt, defende que o espaço público seja preservado para que se assegurem as condições da prática da liberdade e da manutenção da cidadania. Ou seja, sem uma infraestrutura pública, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto está presente de maneira decisiva no que tange ao valor da educação nas transformações sociais, uma vez que há falta de investimento governamental em infraestrutura, como nas instituições públicas que são quase abandonadas pelos governadores, que por consequência geram baixo índice de desenvolvimento dos alunos - como a falta de incentivo a carreira academica por parte dos professores, e o encorajamento para a inserção no mercado de trabalho, o que acaba por dificultar essas transformações na sociedade.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é o demasiado interesse econômico dos governadores das instituições de educação, como também a banalização da educação como meio de transformação da sociedade. Diante disso, sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. No entanto, há uma lacuna de investimento, resultando em desigualdade educacional, já que os imapactos serão quase sempre sobre os mais pobres, negros e periféricos que tem sido negligenciados. Assim, a priorização do dinheiro público em outros setores ou demandas atua como forte empecilho na intervenção do problema, dificultando sua resolução.

Mediante ao exposto, portanto , é imprescindível que o Ministério da Educação juntamente com o governo, por meio de investimento massivo na educação - como melhorias na infraestrutura, qualificação dos profissionais, adequação de prédios escolares para a acessibilidade com condições físicas, como elevadores , concedendo uma maior atenção ás regiões marginalizadas. A fim de aumentar as possibilidades de transformações sociais por meio da educação de qualidade. Dessa forma, a máxima de Hannah Arendt seria concretizada na realidade brasileira.