O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 29/10/2021

As transformações sociais surgem de pessoas que deixam sua zona de conforto e passam a observar os aspectos das diversas poblemáticas existentes em uma realidade diferente da sua, e assim, procuram formas de realizar mudanças. No entanto, isso não se concretiza “do nada”. A educação tem papel essencial na formação de opnião de cada indivíduo para assim começar a questionar as diversas realidades existentes em uma comunidade, ou até mesmo num país. O problema é quando a educação não faz seu papel, e acaba “doutrinando”, ao invés de educar cidadãos livres e com opniões independentes.

Em primeira análise, nota-se que o modelo tradicional de metodologia, ou seja, aquele que é pautado como o professor sendo o único detentor do conhecimento, dificulta a dinamização das relações. Esse fechamento impede a abertura de espaços para criação do senso crítico, que é fundamental para formar indivíduos que possam trazer uma evolução social na sociedade. Assim, os alunos continuam reproduzindo ações indisciplinares, como o bullying, que poderiam ser evitados com as transformações sociais que a escola poderia oferecer.

Ademais, é valido ressaltar o descaso do estado frente à educação como ferramenta de transformação no país, uma vez que, se a população (classe trabalhadora) se der conta de seus reais direitos, a classe dominante da sociedade (burguesia), não tem como tirar proveito. Voltando ao aspecto do “estado em relação aos investimentos na educação”, em 2016, foi aprovada a pec. 241, a qual congela os gastos com a educação durante vinte anos. essa medida contribui diretamente para um retrocesso no sistema educacional no Brasil, uma vez que, não é possível investir na melhoria e na construção de escolas e universidades, e assim,  tal contexto leva a um país cada vez mais retrógrado nos valores educacionais e sociais.

Portanto, é evidente que a educação é a base para que aja modificações sociais na população brasileira e formação de opnião dos mesmos. Para que isso ocorra, é necessário que a população atue de forma democrática por meio de manifestações que cobrem o direito de acesso à educação prevista na constituição de 1988. O ministério da educação deve, em médio prazo, apresentar um currículo escolar que contemple a formação do senso crítico do aluno por meio de palestras e debates na sala de aula. Quem sabe assim, a teoria de Paulo Freire seja posta em prática, faça mais sentido na sociedade brasileira e a educação receba seu devido valor.