O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 29/10/2021
Segundo a famosa frase do educador Paulo Freire, “Educação não muda o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”, evidencia o quanto a educação é essencial para que ocorram transformações sociais vigentes na sociedade. Contudo, no Brasil, por exemplo, nota-se o não reconhecimento da educação em virtude da estrutura arcaica escolar e a insuficiência das instituições governamentais.
Primeiramente, convém analisar que a escola não demanda um modelo condizente com as devidas transformações do século XXI. O modelo tradicional de metodologia, ou seja, que é regrado como a escola sendo um templo e o professor o único possuidor do conhecimento, evita a dinâmica entre relações. Desse modo, impedindo a abertura de espaços para a criação do senso crítico, que é indispensável perante a formação de indivíduos que possam trazer uma evolução social na sociedade. Assim, sem debates, pertinentes alunos permanecem seguindo ações indisciplinares, como o bullying, que seria capaz de ser evitado se a escola oferecesse essas transformações sociais.
Em segundo lugar, cabe ressaltar o descaso do estado frente à educação como instrumento para a transformação no país. Nota-se que em 2016, foi aprovada na Câmara dos Deputados a PEC 241, na qual congela os gastos envolvendo a educação durante vinte anos. Consequentemente, contribuiu para um retrocesso no sistema educacional no Brasil, dado que, é inconcebível o investimento para uma melhora no ensino em escolas e universidades. Em frente a esse contexto, leva a um país retrógrado nos conceitos educacionais e sociais.
Portanto, é notável que a educação é imprescindível para que proceda modificações sociais na população. Com o intuito de que isso ocorra é essencial que a população atue de forma democrática por meio de manifestações que exigem o direito de acesso à educação prevista na constituição de 1988. Logo, o Ministério da Educação possui incumbência em apresentar um currículo escolar que contemple a formação do senso crítico do estudante por meio de debates e palestras na sala de aula, executando isso em médio prazo. Enfim, talvez assim, a frase de Paulo Freire faça mais sentido na sociedade brasileira e com isso a educação ganhe seu devido valor.