O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 09/04/2022
No ano de 2012 Malala Yousafzai foi baleada no Paquistão por frequentar a sala de aula, além de incentivar a educação, situação proibida na época. Desse modo, no Brasil, a educação sempre foi vista como importante, porém, era restrita às elites, contexto que gerou bastante desigualdade social. Assim, é evidente que a educação possui um valor imensurável na vida dos cidadãos, contudo, há mazelas que precisam ser desmistificadas. Logo, a falta de políticas públicas e a desigualdade social são fatores a serem analisados.
Nessa perspectiva, a falta de ações estatais para o incentivo do ensino didático e eficaz é preocupante. Dessa maneira, o filósofo contemporâneo Paulo Freire, em sua obra “A Educação do Oprimido”, coloca em pauta que o ensino é uma forma libertadora de ativar a criticidade nos jovens. Destarte, as políticas públicas são deficientes, de modo que a educação não é valorizada adequadamente, visto que apenas o conteúdo teórico é levado em conta, ao invés do estudo prático e eficaz. Assim, a grande maioria dos jovens crescerão com ideais de que o ensino educacional não é importante, situação perigosa e irreversível.
Outrossim, a desigualdade no campo educacional torna-se cada vez mais evidente. Nesse sentido, a obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, mostra a história de Fabiano que, por ser pobre, não acessou aos meios de educação, algo que foi passado também aos filhos. Dessa forma, a desigualdade social é um processo que modifica negativamente a vida dos indíviduos, de modo que o desequilíbrio educacional é evidenciado, sobretudo, com pessoas mais pobres e sem estudo. À vista disso, grande parte das pessoas que não possuem níveis completos de educação básica tendem a ter empregos mais precários, com situações de vulnerabildade e pobreza.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação ministrar palestras nas escolas, por meio da divulgação midiática na televisão e nas redes sociais. Dessa forma, o corpo docente será auxiliado a desenvolver o senso crítico dos estudantes, com aulas mais didáticas e práticas, para que os alunos explorem mais da criatividade. Espera-se, com isso, que os cidadãos tenham melhores empregos, e assim, ocorrerá a diminuição da desigualdade educativa.