O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 04/06/2023
A Constituição Federal prevê certas virtudes básicas a todo cidadão. Entre elas, o direito à educação, um dever do Estado desde 1988, ano em que a Magna Carta foi promulgada. No entanto, a garantia desse direito está alicerçada em modelos pragmáticos de educação, típicos da influência européia na formação do pensamento coletivo. Dessa forma, convém reformular o processo de aprendizado, porque o modelo vigente não acompanha a realidade brasileira. Assim, o uso de tecnologias pode ser eficiente para a imersão do aluno no ensino, uma prática que promove a educação transformadora.
Em primeira análise, cabe refletir sobre as teorias de Michel Foucalt. Em síntese, o filósofo francês afirma que as escolas tendem a reproduzir um caráter disciplinante na educação dos alunos. Por conseguinte, o desenvolvimento pessoal é suprimido para favorecer a perpetuação do status quo capitalista. Assim sendo, depreende-se que o estudante necessita ser instigado ao aprendizado, pois o ensino é uma constante troca entre jovem e educador. Por isso, é de considerável utilidade o uso de ferramentas e linguagens que se aproximem da realidade do aluno.
Ademais, é nítido que as tecnologias advindas da Terceira Revolução Industrial (celulares, tablets, etc…) estão presentes no cotidiano dos jovens. Decerto, o uso dessas tecnologias para fins didáticos é uma dádiva da contemporaneidade. Consoante a isso, ao unir ferramentas e práticas efetivas de educação, é possível alterar os rumos do ensino no país e promover uma educação transformadora. Afinal, é certo que o aluno aprende mais quando o aprendizado está inserido dentro das referências de mundo que permeiam a realidade do mesmo.
Por fim, cabe ressaltar que Paulo Freire evidenciou as vantagens de uma educação transformadora. Isto é, o pedagogo disse que é necessária uma abordagem levando em consideração as referências do aluno. Assim, nessa ótica, propõe-se ao Ministério da Cultura -orgão incubido de traçar estratégias para o pleno exercício do direito à educação- realizar uma reforma no ensino de base por meio de uma revitalização dos currículos atuais, com ajuda de especialistas e a fim de incorporar novas técnicas de ensino à escola pública. Com isso, construir-se-á uma geração de jovens críticos dentro do corpo social.