O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 13/06/2023
A Constituição Federal prevê certas virtudes básicas a todo cidadão. Entre elas, o dieito à educação, um dever do Estado desde 1988, ano em que a Magna Carta foi promulgada. No entanto, a garantia desse direito está alicerçada em modelos pragmáticos de educação, típicos da influência européia na formação do pensamento coletivo. Dessa forma, constata-se que o atual currículo escolar não promove a imersão do aluno no ensino, um fato que figura a estagnação do país no Índice de Desenvolvimento Humano.
Em primeira análise, convém frisar as reflexões do filósofo Michel Foucalt. Em suma, o pensador afirma que as escolas reproduzem um caráter disciplinante na educação dos jovens. Sob essa ótica, tem-se um dispositivo estatal que age de forma a garantir a perpetuação do status quo capitalista. De fato, a falta de conexão entre discente e instituição escolar impede o avanço das pautas sociais, porque a educação está intimamente ligada à possibilidade de ascenção social e à busca por melhores condições de vida.
Por conseguinte, a Organização das Nações Unidas constatou que o IDH do Brasil encontra-se estagnado. Desse modo, cabe ressaltar que educação e renda são carros-chefe no índice supracitado. Por isso, vê-se a importância de uma educação de qualidade para as transformações sociais. Certamente, garantindo a eficiência dessa virtude, quebrar-se-ia o ciclo vicioso da miséria social. No entanto, pouco se investe no ensino das novas gerações, pois, como afirma Foucalt, a tendência do poder vigente é de manter um projeto de governo excludente.
Logo, o Ministério da Educação -órgão incubido de garantir o acesso ao ensino- deve traçar rumos para uma educação de qualidade. Assim, deve-se reformular o currículo escolar vigente e individualizá-lo de acordo com as especificidades de cada unidade da federação. Isto é, propõe-se uma ação conjunta entre entidades estaduais e poder Executivo para mapear as demandas de cada região e propor um ensino condizente com a realidade do aluno que ali reside.