Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 20/09/2019
Nas cantigas de amor, presente nas cantigas líricas do Trovadorismo, há uma idealização da mulher, como se ela fosse um ser intocável, perfeita. Paralelo a isso, na sociedade contemporânea, existe uma objetificação da mulher, principalmente em propagandas, fazendo com que haja efeitos sobre a mesa de forma negativa.
Nesse meio de comunicação, aonde há uma imagem de um ser tocável, são destinadas a homens, geralmente, uma vez que na visão dessas empresas uma mulher seminua chama atenção do seu público alvo. Com isso, há uma clareza no tipo de sociedade vivida e o que é mais importante para ela: uma sociedade patriarcal e a comercialização dos produtos tornam-se prioridade. Assim, não ligam para os efeitos que podem gerar a partir de tal imagem, como o estímulo à violência sexual contra a mulher.
Ademais, há um outro problema nessa exposição excessiva, o fato dela criar um “padrão de beleza”,, pois as propagandas preferem mulheres com um corpo “na medida”: cintura fina, cabelo liso, branca, como exemplo. Por conseguinte, pessoas que não se sentem dentro desse padrão vão fazer de tudo para ficarem parecidas com uma imagem objetificada, que passou por um processo de intensa edição, submetendo-se a processos cirúrgicos perigosos e a dietas sem acompanhamento médico, colocando a própria saúde em último plano.
Portando, é evidente que tal ação feita nas propagandas é um impasse, assim, urge que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos façam palestras, com verbas governamentais, para as empresas publicitárias visando mostrar como a imagem da mulher pode prejudica-lá, afetando a sua segurança, além disso, junto com psicólogos, orientar essas empresas para que desconstrua a ideia do “padrão de beleza”, utilizando em propagandas, sem que ocorra a objetificação, pessoas de todos os tipos, tamanhos e etnias. Somente assim, será possível diminuir essa atitude, visando o bem da mulher.