Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 04/10/2019
No Brasil, uso de propagandas evoca a primeira metade do século XX, em que o governo ditatorial de Getúlio Vargas as usava para promover o culto a sua personalidade e da nação. Comparando a atual sociedade, a qual utiliza a publicidade objetificando o corpo feminino para fins comerciais e estéticos, desse modo acarretando em tal grupo padrões de beleza e a auto-objetificação.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, o padrões de beleza impostos pela sociedade no público feminino, recai sobre tal grupo como um molde a ser seguido, e o desvio a tais padrões gera exclusão e a depreciação. Muitas vezes mulheres são hostilizadas em ambientes familiares, profissionais e escolar, por estarem fora do esteriótipo, desse modo ocasionando em tais descontentamentos com si, e doenças mentais como a depressão, pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca 8% das mulheres são ansiosas e 5% são depressivas, comparativamente aos homens em que a porcentagem é de 3%.
Além disso a auto-objetificação ocasiona na mulher, danos na autoestima e na socialização. Por viverem em uma sociedade machista, a qual as impõe o dever de satisfazer ao homem, faz com que se empenhem em mudar seus corpos para tornar sexualmente atrativo aos homens, o fato de enxergar a si, e a outras, como objeto sexual masculina é parte do processo de auto-objetificação.
Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a solução do problema urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas públicas nas escolas, redes sociais e mídias que valorizem e empoderem a mulher como indivíduo, e combata a objetificação feminina em publicidades comerciais e estéticas.
Somente assim, com essas ações irá combater a objetificação e uma sociedade padronizada, mostrando as mulheres suas plenas capacidades como indivíduo e que podem ser muito mais do que objetos sexuais.