Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 28/10/2019
A objetificação do corpo feminino nas propagandas não é um problema social que nasceu no séc XXI, esse impasse já ocorria desde 1950, quando nasceu a cultura pop art nos Estados Unidos, já era observável a presença da sexualização das mulheres nas publicidades e quando a cultura chegou no Brasil, não foi muito diferente. É preocupante como uma sociedade mais politizada ainda sexualiza o corpo de garotas nos comercias, mas é importante ressaltar que essa hiper sexualização ocorre por conta do machismo que é uma barreira que é difícil de se desconstruir.
Além disso, a cultura brasileira que carrega fortemente um conservadorismo misógino, tem sido uma resistência contra o combate para destruir o machismo na sociedade. As publicidades sexistas são muito comuns em comercias de cerveja, é como se o produto que estivesse a venda fosse a mulher, de tão forte que é a sexualização das mesmas. Até um tempo atrás, as mulheres nos comercias de bebidas apenas serviam os homens, não consumiam nada.
Outro fator importante é a formação dos futuros publicitários do país, que devem saírem da faculdade com mais ética, para na atuação da profissão não ferirem nenhum direito humano ou não intimidar nenhum grupo social, fortalecendo qualquer esteriótipo. Os alunos estão ignorando qualquer situação sociopolítica e isso é um problema que ajuda no aumento da misoginia nas propagandas comerciais.
Portanto, é de importância das faculdades privadas e públicas, na formação de cidadãos e profissionais fazerem com que nas suas grades curriculares de comunicação social, mostrarem a importância das matérias como legislação e ética, sociologia e filosofia e certificarem que os alunos estão absorvendo todo aprendizado da matéria, pois só assim sairão formados cientes da leis mas o melhor que isso, terão a consciência ética do que é errado, pois o sexismo publicitário reforça esteriótipos e torna a luta contra o machismo difícil para a desconstrução cultural e social.