Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 30/01/2020
É indubitável o uso exacerbado de esteriótipos femininos em prol da publicidade de modo apelativo. Nesse sentido, de modo atemporal destaca-se propagandas de viés machista no qual a sexualização e objetificação da mulher é ascendente e velada pela indústria midiática.
De inicio, é válido ressaltar que as discussões sobre o papel da mulher na sociedade envolve diversos aspectos das desigualdades que persistem entre homens e mulheres, as diferenças de oportunidades de acesso ao mercado de trabalho, disparidade salarial e acesso à esfera pública em geral são algumas dimensões onde é possível perceber as desigualdades de gênero. Outras dimensões, no entanto, são mais subjetivas e manifestam-se no modo como as mulheres são vistas na atual conjuntura, demonstrando assim a objetificação feminina nos campos de marketing, acarretando na perpetuação da cultura patriarcal.
Além disso, a auto-objetificação corrobora com a problemática, visto que, a partir de comparações, as mulheres colocam-se como reféns de padrões estéticos utópicos impostos pela divulgação excessiva de perfeição na mídia. Assim, o surgimento de doenças físicas e psicologias tornam-se recorrentes entre as mulheres.
Portanto, para combater a objetificação é necessário propagar ideais de aceitação e empoderamento feminino. Logo, é dever do Ministério dos Direitos Humanos promover a fiscalização dos agentes publicitários afim de conter qualquer tipo de conteúdo que banalize e objetifique a figura feminina, e com isso será possível dar inicio a extinção a cultura patriarcal no país, dando o devido respeito as mulheres.