Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 31/01/2020
“Vai Verão, vem Verão” , “O Verão é nosso”. Os slogans citados anteriormente tratam-se do comercial da Itaipava, no qual a palavra “Verão” possui sentido ambíguo e pode ser interpretado tanto como a estação do ano, quanto como o nome da mulher que é claramente objetificada e desejada por todos os homens que a chamam. Infelizmente, na atualidade não é difícil encontrar propagandas como a da marca Itaipava, na qual a objetificação da mulher é explicita, fato que ocorre por diversos motivos como, por exemplo, a banalidade e o lucro financeiro ao utilizar imagens femininas.
Primeiramente, vale destacar que propagandas que objetificam a mulher se tornaram tão comuns que frequentemente as pessoas não se questionam sobre os problemas de tratarem as mulheres como mercadoria. No século XX, a cientista Hannah Arendt criou a teoria da banalidade do mal, no qual afirmava que as pessoas que cometem erros muitas vezes não possuem caráter distorcido, apenas cumprem ordens com o intuito de ascender em sua carreira profissional, e com isso acabam tornando o mal banal. Logo, os profissionais que trabalham para desenvolver as propagandas muitas vezes não refletem sobre o que é certo ou não, apenas realizam o que foi ordenado pelas grandes empresas.
Em segundo lugar, é importante lembrar que os comerciais que utilizam o corpo da mulher como propaganda são em sua maioria dedicados aos homens. De acordo com pesquisas realizadas pelo IBGE (instituto brasileiro de geografia e estatística) os homens consomem cinco vezes mais bebidas alcoólicas que as mulheres, ou seja, realizar propagandas direcionadas à essa grande parcela da população certamente aumentará o lucro obtido através da principal mercadoria que usufrui do corpo feminino como forma de forma de lucrar, a bebida alcoólica.
Sendo assim, a fim de extinguir a objetificação da mulher na propaganda, os devido órgãos públicos devem realizar palestras nas escolas para que as atuais crianças saibam desde cedo o problema de banalizar a utilização da imagem feminina com fins lucrativos, para que ao se tornarem adultos não cometam o mesmo erro que a geração atual. Junto a isso, a constituição brasileira deve contar leis com punições graves para as empresas que compactuem com propagandas que objetifiquem o corpo da mulher, e tirar do ar imediatamente comercias que visam satisfazer os desejos masculinos. E com isso, comercias com slogans semelhantes com o da Itaipava deixarão de existir.