Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 20/01/2020

Objetificação da mulher e seus consequências na sociedade

A luta pela igualdade de gênero, intensificada, principalmente, na segunda metade do século XXI, possui como grande inimigo a divulgação, em massa pelos meios midiáticos, de imagens publicitárias que objetifica a mulher. Esse fato traz duas consequências graves ao, primeiro, influenciar padrões impostos de beleza feminina e, em segundo lugar, sugerir um empoderamento - ilusório - do homem sobre a mulher. Desse modo, é necessário combater as possíveis influências dessas campanhas comerciais sobre os cidadãos e, principalmente, os jovens de modo a mitigar o machismo existente na sociedade brasileira.

Nesse sentido, a princípio, deve-se reconhecer que, atualmente, tem-se contato intenso com propagandas, devido ao largo acesso à internet e aos dispositivos móveis, e o poder de influência que o conteúdo divulgado exerce sobre a população feminina. Nesta, pode-se destacar, o crescente sentimento da necessidade de “adequação” de seus corpos aos padrões vigentes, o que leva à problemas psicossociais como, por exemplo, distúrbios alimentares, angústia, depressão e o excesso de tempo gasto em procedimentos estéticos. Isso, portanto, retira o foco da individualidade feminina, além de restringir, de maneira inequívoca, sua felicidade e seu crescimento.

Além disso, é preciso perceber o efeito que a hipersexualização do corpo feminino exerce sobre o homem. Nesse viés, a ideia de uma mulher objeto sexual, a qual está sempre disponível para o uso masculino, acaba por fomentar o sentimento - falso - de superioridade de gênero de modo a contribuir para a perpetuação do machismo e da misoginia. A presença destes no Brasil pode ser comprovados pelos dados divulgado pelo IBGE a cerca de diferenças salariais e de empregabilidade de gêneros e, também, a respeito da violência contra a mulher.

Portanto, o poder Executivo deve intensificar a fiscalização, em todos os meios de comunicação como  televisão, sites e plataformas digitais, da aplicação da lei que proíbe a divulgação de imagens que incentive à violência ou à exposição negativa da mulher em campanhas publicitárias e, desse modo, tenha-se uma diminuição da influência não construtiva sobre as pessoas. Além disso, o Ministério da Educação precisa promover nas escolas, faculdades e meios midiáticos o debate sobre a objetificação da mulher na sociedade, por meio de cartilhas, sites, seminários, teatro - visto o alto poder influenciador da arte - , de modo a estimular o senso crítico das pessoas a respeito da igualdade de direitos entre gêneros e da valorização da mulher.