Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 23/01/2020
A primeira vez em que a figura feminina foi utilizada em anúncios publicitários foi na década de 1920 em uma campanha para uma marca de cigarros. A partir desse momento fez-se da imagem das mulheres um produto, objetificando-as e reforçando esteriótipos acerca desse grupo. Sendo assim, a representação da mulher nas diversas mídias deve ser analisada à luz da cultura e também observar seus impactos na sociedade.
Em primeiro lugar, o ato de tornar a mulher um objeto para explorar o interesse do público é um reflexo da cultura machista e opressora que, mesmo velada, é presente na sociedade como um todo. Um exemplo disso é a campanha da cerveja Skol que foi ao ar no carnaval de 2015, na qual levava como slogan - dito por uma moça - a frase: “Deixei o ’não’ em casa”, contrariando o movimento anti-estupro “Não é não”. Nesse sentido, tal meio acaba, mesmo que não intencionalmente, propagando ideais sexistas, esteriótipos e a imagem hiperssexualizada desse grupo, contribuindo para a continuidade de um pensamento machista na sociedade.
Desse modo, a imagem estereotipada da mulher difundida por esse meio causa impactos negativos no meio social, fazendo com que esse grupo seja inferiorizado em determinados ambientes, como no mercado de trabalho. Um exemplo de como a indústria da divulgação perpetua no meio de convívio uma visão trivial acerca dessas pessoas é a exibição de propagandas de máquina de lavar roupas em homenagem ao dia da mulher. Sendo assim, é necessário, por uma questão social que essa indústria pare de retratar a imagem das mulheres como algo, e passe a tratar como alguém.
Em síntese, desde os primórdios do mercado publicitário a imagem feminina foi transfigurada a um objeto, com sabor e gosto, para atrair e agradar o público majoritariamente masculino. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para retirar essa visão equivocada que está encrustada na cultura da sociedade. Portanto, cabe as indústrias criadoras desses conteúdos formularem regras de revisão do seu produto, quando o mesmo envolver a imagem feminina a ser executada por uma mulher a fim de eliminar visões objetificadas e estereotipadas das desse grupo.