Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 23/01/2020
Em uma propaganda de cerveja de 2012, um grupo de homens imaginavam como seria se fossem invisíveis. Entre os pensamentos estava o ato de puxar os biquínis das mulheres e entrar no banheiro feminino. Infelizmente, propagandas como essa que contribuem com a violência e sexualização da mulher estão longe de serem exceções. Com o avanço dos meios midiáticos, a objetificação da mulher na publicidade tornou-se cada vez mais comum, ampliando assim, os padrões de beleza femininos e a cultura do estupro.
A princípio, é importante ressaltar que a publicidade influencia muito o pensamento e comportamento da sociedade. Além disso, uma pessoa tem contato com cerca de 5 mil tipos de propagandas diferentes por dia, ou seja, pessoas são influenciadas de várias formas e maneiras ao longo de suas vidas. Por consequência, mulheres sofrem uma grande pressão estética por conta de propagandas que sexualizam e erotizam o corpo feminino. Distúrbios alimentares e depressão são algumas das consequências de se depararem com inúmeras imagens de mulheres dentro do padrão imposto por uma sociedade machista. Revistas são repletas de mulheres extremamente sensuais e com corpos invejáveis, o que contribui com a comparação e baixa autoestima do publico feminino.
Ademais, esse tipo de propaganda ajuda a disseminar a cultura do estupro já que mulheres são constantemente consideradas como apenas objetos sexuais. Isso se observa, por exemplo, em propagandas de cervejas onde é usada a figura feminina para satisfazer os desejos masculinos. Diversos anúncios voltados aos homens, utilizam a imagem sexualizada da mulher para vender a ideia de que ao se ter o determinado produto, ele terá também a mulher, ou seja, “tudo” que o homem precisa para viver feliz. Com isso, a mulher fica exposta á diversos tipos de violência geradas pela imagem que a publicidade passa das mesmas.
Portanto, são necessárias medidas capazes de combater a violência e sexualização da mulher na publicidade. É necessário que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária CONAR crie regras proibindo propagandas que objetifiquem ou sexualizem a imagem da mulher. Além disso, o Governo Federal junto com as prefeituras de cada município deve criar propagandas de forma a alertar a população sobre o problema e criar projetos com psicólogos para atender mulheres com distúrbios alimentares e depressão relacionada à pressão estética. Assim, a mulher não será vista como um objeto para satisfazer