Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 31/01/2020

A desigualdade de gênero faz parte da história da humanidade desde seus primórdios, onde se vivia em uma sociedade patriarcal, e o papel da mulher se resumia em afazeres domésticos, educação dos filhos e satisfação sexual de seus maridos. Ainda que mais ameno, observamos na atual conjuntura, resquícios  dessa desigualdade quando nos deparamos com o corpo feminino sendo objetificado nas propagandas, tratando as mulheres como meros objetos sexuais, sem levar em questão seu estado psicológico.

Em primeira instância, vale salientar que esse tipo de propaganda, em sua maioria, utiliza-se mulheres que possuem um corpo considerado “ideal” para a sociedade como meio de chamar a atenção do observador, logo, acaba criando padrões  a serem seguidos pelas mesmas, causando uma série de problemas psicológicos, uma vez que não se sentem bonitas o bastante para serem atraentes. Afetando de modo idiossincrático cada mulher desse país.

Em uma segunda análise, é de se considerar que esse tipo de objetificação, coloca em risco a tão almejada igualdade de gênero, podendo se tornar a verdadeira “pedra no caminho” para essa conquista, como dizia Carlos Drummond de Andrade em sua obra, “No Meio do Caminho”, uma vez que tais propagandas sempre irão se referir a mulheres como objetos, vulneráveis e submissas aos homens.

A fim de solucionar essa problemática, o CONAR (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária), que tem como objetivo fiscalizar a ética na publicidade, deverá proibir a exibição de mulheres como objeto nos textos publicitários, cabendo a promoção de multas para aqueles que desobedecerem tais regras. Desse modo, construiremos uma sociedade com menos padrões e mais igualitária.