Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 25/01/2020
Hodiernamente, a hipersexualização do corpo feminino tem sido estratégia para grandes empresas capitalistas ascenderem seus negócios. Tal apreço pelo corpo das mulheres é utilizado como forma de induzir o consumo exacerbado quando são expostos pela publicidade ao lado de outros produtos. Logo, é irrefutável a necessidade de contornar tal situação, tanto por pro promover a objetificação da mulher, quanto por reforçar preceitos patriarcais.
No que concerne ao primeiro ponto, vale salientar que a banalização da imagem da mulher promove inúmeros problemas sociais. Afinal, a forma como são exibidas em cartazes, anúncios e comerciais demonstra que estão sempre prontas para satisfazer desejos sexuais e impõe centenas de estereótipos irreais para a maior parte delas. Por isso, essa publicidade vil alavanca financeiramente muitas empresas, ainda que incentive fortemente a cultura do estupro.
A respeito do segundo dado, é importante ressaltar que tal panorama é palco de regresso quanto aos direitos civis femininos. Nesse sentido, a exposição das mulheres com fins capitalistas surge como uma forma de ressurgir conceitos como a dependência financeira e a submissão sexual, que eram sólidos em sociedades patriarcais de décadas anteriores. Logo, entende-se que a coisificação da mulher transgride veementemente o bem-estar social por ferir atribuições legais.
Em virtude disso, medidas são necessárias para reverter esse contexto. Desse modo, o Ministério da Mulher deve criar campanhas para coibir a banalização da imagem feminina no campo publicitário. Tal iniciativa deve ser feita em parceira com Ongs que lutem pelas causas feministas e divulgada nos mais diversos canais midiáticos. Ademais, tal proposta pode instigar parlamentares para a criação de emendas constitucionais nesse sentido. Com isso, será possível, paulatinamente, que a sociedade dê o devido tratamento ao sexo feminino e deixe de tratá-lo como um mero objeto de prazer e do capitalismo.