Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 27/01/2020

Aristóteles em sua obra “A Política”, diz que a mulher é um ser apenas para reprodução. Esse pensamento se encontra na sociedade por meio do sistema patriarcal que mantém, em seus princípios, a ideia da superioridade masculina em detrimento do sexo feminino. Diante disso, a mídia tende a propagar esse conceito ao disseminar publicidades que objetificam o corpo feminino, influenciando na maneira em que elas são vistas, o que além de aumentar a misoginia sexual, contribui para a manutenção de um sistema machista.

É importante entender que a objetificação feminina é extremamente danosa para as mulheres. Haja vista que um estudo publicado no Psicologia da Mulher mostra que parceiras objetificadas tendem a ser coagidas e pressionadas sexualmente mais facilmente. Desse modo, a divulgação de propagandas que transformam o corpo da mulher em objeto, contribui para a reprodução de certos estereótipos.

Além disso, essa publicidade colabora para a solidificação de um machismo institucional que dificulta a qualidade de vida da mulher no mundo. Tendo em vista, que as mulheres ainda recebem menos que os homens pelo mesmo trabalho e que os índices de violência contra elas diminuem lentamente. Assim, a mídia reproduz esses padrões sociais e corrobora com a misoginia e brutalidade sofrida pelas mulheres.

Fica claro, portanto, que a implantação de medidas paliativas é de grande urgência. Cabe aos governos estaduais se unirem e propagarem campanhas de apoio as mulheres e workshops que visam compreender o seu papel na sociedade, e ainda a implantação de delegacias próprias para mulheres. Acrescido a isso, é necessário que o Estado promova leis de responsabilidade em relação as propagandas publicitárias e faça com que as campanhas publicitárias passem por uma pré-seleção antes de serem publicadas. Dessa forma, a sociedade como um todo deixa de perpetuar essa ideia retrógrada de Aristóteles e percebam que a igualdade de gênero é o futuro.