Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 29/01/2020

Desde os séculos passados, a sociedade promove uma cultura machista, a qual os homens aprendem que mulheres são seres submissos, enquanto elas são ensinadas a enxergarem a si mesmas como seres frágeis que precisam de uma figura masculina para dominá-las. Nesse contexto, percebe-se que a maior propagação do machismo ocorre por meio da publicidade que além de transmitir anúncios e propagandas que inferiorizam o sexo feminino, também estabelece padrões estéticos que causam danos às mulheres.

Ao decorrer dos anos, foi possível observar um aumento na quantidade de mídia que concilia a mulher a um objeto sexual, como em propagandas de cerveja, que enfatizam os corpos femininos para agradar o universo masculino. Tal fator colabora, cada vez mais, para a inferiorização da mulher na sociedade, omitindo seus verdadeiros valores e sua capacidade e inteligência para realizar tarefas comuns, como atuar na área da mecânica, exercer cargos importantes na política, entre outras.

Além disso, os corpos femininos expostos nos anúncios segue um padrão estético que é visto pela população como algo encantador e essencial para uma mulher se tornar completa. No entanto, quando não se encaixam nesse padrão, sentem-se frustadas, desenvolvem baixa autoestima e, por vezes, depressão, pois acabam fortalecendo a ideia de que só serão aceitas na sociedade e desejadas pelos homens caso se pareçam com as modelos dos comerciais.

Tendo em vista os aspectos mencionados, nota-se que objetificar a figura feminina para vender produtos que, geralmente são destinados ao sexo masculino, está se tornando cada vez mais comum. Portanto, considerando que as mulheres devem ser valorizadas não pela aparência, mas pelo o que fazem e falam, é necessário que a população cesse o consumo desse tipo de conteúdo, promova campanhas feministas que ensinem mulheres os seus devidos valores e crie mídias que igualizem os seres masculinos e femininos. Dessa forma, a mulher poderá exercer seu papel com dignidade no meio em que vive.