Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 29/01/2020
“Mostre para elas que o mundo é dos homens”, era o slogan de uma famosa empresa de gravatas nos anos 50, a Van Heusen, que mostrava a mulher submissa ao homem cumprindo o estereótipo de dona de casa. Sob tal óptica, percebe-se que os ideais machistas, o qual tratam mulheres como objeto de posse se perpertuam até os dias de hoje ,principalmente, em comércias de cerveja e produtos domésticos. Nesse sentido, as consequências para o corpo social são os mais diversos, como a conservação de padrões de beleza quase impossiveis de serem alcançados e a inferiorização das mulheres frente aos homens.
Mormente, fica evidente a existêcia das desigualdades de gênero em que prevalece a supremacia masculina. Nesse viés, a objetificação da mulher é um empecilho para a solução de tal problemática ,pois elas se tornam simples produtos de grandes empresas que visam ao lucro, não pela sua forma de pensar, contudo com seus corpos sensualizados indo em contrá ao imperativo categórico de Kant o qual acredita que as pessoas não devem ser tratadas como coisas que tem valor, mas indivíduos que tem dignidade. Ademais, a negligência do Conselho Nacional de Autoregulação Públicitaria (CONAR) permite a entrada de comerciais que objetificam a mulher em canais de Tv aberta, ocorrendo a naturalização e a manifestação de atos que inferiorizam a a classe feminina.
Em segundo plano, algumas empresas divugão a imagem de uma mulher totalmente esteriotipada ,estabelecendo padrões estéticos irreais, gerando a exclusão e depreciação de mulheres que não atendem a esses padrões., seguindo então, os pensamentos de Karl Marx o qual acredita que a ideia de lucro sobrepõe os valores éticos e morais em uma sociedade capitalista. Logo, fica nítido que muitos empresários não se importam com o bem-estar das mulheres , mas sim, usam-as com o intuito de ganhar dinheiro. Nesse sentido, medidas são necessárias a fim de solucionar esta problemática. Portanto, diante dos fatos supracitados, é mister que o o Poder Legislativo crie leis como multas sevéras e impedir a propagação da publicidade em rede pública , para isso, a CONAR aliado a ONGs e a população devem fiscalizar o que se passa nos principais meios midiáticos, e também, deve-se ter uma maior valorização da mulher diminuindo as desigualdades de gênero para que a mulher deixe de ser vista como objeto de consumo, sendo de extrema importância a atuação do governo investindo em propagandas para informa a população feminina de seus direitos e aumentar as denúcias a empresas que apresentam, por exemplo, salários diferentes para homens e mulheres que exercem o mesmo cargo. Dessa maneira, ficará no passado comércias como o da empresa de gravatas e ter-se propagandas que reaçam a verdadeira beleza das mulheres, suas atitudes frente ao mundo .