Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 01/02/2020
Sabe-se que, na atualidade, a mulher tem sido alvo de objetificação na propaganda, assim como, no contexto histórico cujas artes visuais expunham o seu corpo nu para satisfação do espectador. Embora tem-se popularizado a ideia de que os maiores benificiários de tal prática sejam as empresas que buscam obter maior lucro para suas campanhas de vendas, faz-se necessário mencionar que nem sempre isso se configura como realidade.
O problema da banalização da imagem feminina é arcaico, e tem se manifestado não só por meio de propagandas, mas também no âmbito social a ponto de ser considerado uma atividade “normal”. No Brasil, o carnaval é um evento em que as mulheres desfilam seminuas, algumas de fato nuas, com apenas enfeites e pinturas cobrindo seus corpos. Esse comportamento é totalmente contraditório ao que as mulheres tanto exigem: que a sua imagem não seja denegrida, e nem vista pela sociedade como mero instrumento que induz à pratica sexual.
Além disso, por muitos anos, as revistas de entretenimento eróticos foram veículos para que a objetificação feminina continuasse sendo propagada. Em uma entrevista para O Globo Ela, uma das modelos fotográficas afirmou: “Eu nunca tive pudor com o corpo… é uma ferramenta de trabalho”. Consequentemente, esse tipo de conduta incita o público masculino a depreender que o corpo da mulher é senão para o bel-prazer deles.
Portanto, é inquestionável, que as mulheres desde os séculos passados têm sido tratadas como objetos sexuais e sofrido vários tipos de abusos. Contudo, entende-se que a causa principal disso não se deva às publicidades, e sim, a uma ideia pré-estabelecida na sociedade em geral, inclusive, na própria mulher. Seja por um conceito fixado inconsciente, seja por complexo de inferioridade, para que os abusos cessem, e haja uma igualdade de gênero, é preciso que a mulher se conscientize do seu valor. Mulheres são seres igualmente pensantes e não objetos.