Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 30/01/2020

Até o início do século XXI, o homem era considerado o provedor e sua companheira era dependente e um mero instrumento de prazer sexual. Este estereótipo, embora menos difundido em relação as décadas anteriores, ainda se encontra presente nos dias de hoje, por exemplo, nas publicidades. Tanto os produtos destinados ao universo masculino, quanto ao feminino, as mulheres são, na maioria das vezes, alvos de objetificações. Isso se dá tanto em tratar o corpo delas como objeto sexual, como em padrões irreais de beleza, trazendo malefícios em como elas são vistas e de que maneira devem se portar socialmente.

Por conseguinte, na publicidade para vender produtos masculinos, as mulheres são retratadas como submissas e, além disso, de maneira muito sexualizada. Ou seja, as propagandas só focam no atributo sexual sem outro apelo emocional. A imagem da pessoa é usada, muitas vezes, sem propósito e sem sentido como, por exemplo, numa venda de relógios. Assim sendo, há uma banalização de sua imagem, onde o destaque é o estereótipo.

Outro fato análogo acontece na publicidade de produtos femininos, onde o mundo dos cosméticos é amplamente difundido. Esse tipo de propaganda retrata mulheres com corpos irreais, peles “perfeitas” e estilos de vidas longes de serem realidade. Isso influencia seu público a adquirir esse produtos com a ilusão de que ficarão como a “garota propaganda” da marca tal, fazendo com que o mercado de beleza enriqueça cada dia mais, uma vez que, nessa perspectiva, a aparência importa mais que outros aspectos que as definem como indivíduo. Em consequência disso, mulheres “reais” que não atingem esse padrão tendem a desenvolverem transtornos - anorexia, bulimia e depressão - e a excluírem-se socialmente.

Levando os aspectos mencionados em consideração, é cabível que haja uma maior atenção e, consequentemente, uma proibição do uso degenerativo das mulheres em propagandas. Isso cabe a Secretaria de Comunicação, juntamente com o Estado Federal, passar um “pente fino” nas publicidades objetificadoras, multando e informando sobre as consequências desse modo de divulgação. Dessa forma, será possível garantir que exista uma visão mais humanizada e respeitosa da mulher, sem levar em consideração seus aspectos físicos, mas sim seu intelecto e seu real papel na sociedade.