Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 18/02/2020

Em 1932, o Presidente Getúlio Vargas, cedendo às pressões, garantiu às mulheres o direito ao voto. Hoje, mais de 80 anos depois, a mulher continua lutando e conquistando os seus direitos. Entretanto, nota-se que ainda há uma grande objetificação da mulher. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade em consideração de seu impacto na sociedade atual e maneiras para interromper essa atividade.

A princípio, vale ressaltar que a objetificação da mulher significa tratá-la como objeto, deduzir que a pessoa em questão não tem desejos, emoções, anseios nem função que não seja decorativa. Em muitas campanhas, para ocorrer a divulgação e venda de algum produto, as mulheres são hipersexualizadas e estereotipadas. Isso gera ainda mais submissão da mulher ao homem e tem como consequência um aumento do número de casos de abuso, seja sexual, psicológico ou físico. Desse modo, essa prática enfatiza e confirma o pensamento do filósofo Maquiavel de que “Os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios”, pois, lamentavelmente, isso ainda é persistente no século XXI, pondo fim ao direito de liberdade das mulheres.

Além disso, é importante destacar que o machismo está enraizado na cultura brasileira. As mulheres estão conquistando o seu espaço no mercado de trabalho e na sociedade. Porém, existe um culto a uma beleza superficial, imposta principalmente pela mídia, padronizando a mulher perfeita. Hoje, muitas fotografias são editadas, de maneira a remover as “imperfeições”. Isso acarreta em cada vez mais frustrações com o seu corpo e utilizações de métodos não saudáveis para emagrecer, como, por exemplo, o exagero da cirurgia plástica ou dietas perigosas. Dessa forma, essa realidade evidencia e ratifica o pensamento do filósofo Platão de que “O corpo é o cárcere da alma”. Infelizmente, esse culto ao corpo perfeito, é um impacto da objetificação da mulher na sociedade atual.

É notável, portanto, que os impactos da objetificação da mulher para a sociedade atual necessitam ser amenizadas. Logo, é necessário que o Governo Federal sancione leis contra a objetificação da mulher, por meio de abertura de canais para a denúncia e postos policiais especializados nesse crime, a fim de diminuir o alto número de abuso contra as mulheres. Além disso, é fundamental que o Ministério da Cultura, crie projetos, como palestras, explicando que existe a objetificação da mulher e advirta as campanhas que as utilizem como objeto, a fim de diminuir o impacto que isso acarreta na sociedade.