Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 08/03/2020

Na canção ‘Mulheres de Atenas’, o compositor Chico Buarque expõe o papel de submissão da mulher em relação ao gênero masculino desde a Grécia Antiga. Posto que na canção, Chico cita que: ‘Quando fustigadas não choram, se ajoelham, imploram, mais duras penas’. De maneira análoga, a persistência da objetivação da mulher na publicidade atual é consequência tanto da cultura patriarcal, quanto da banalização da imagem da mulher.

Em primeiro lugar, é preciso considerar o efeito da cultura patriarcal no problema. Já que, no século XXI a sociedade entendia que por ser economicamente dependente, a função da mulher se limitava apenas aos fazeres domésticos e satisfazer seus maridos sexualmente. E, as campanhas publicitarias da época desempenharam um papel importante pois as revistas sempre exibiam a mulher como um objeto sexual e intelectualmente paralisada, refletindo na propaganda atual. Logo, medidas devem ser tomadas para inibir esse quadro deletério.

Em segundo plano, a objetivação, termo cunhado na década de 70, consiste em analisar o indivíduo a nível de objeto sem considerar seu emocional. Similarmente, a forma como a mulher é tratada em campanhas, com destaque para as cervejas no qual é estereotipada e hiper sexualizada. Como consequência, as mulheres enfrentam a disparidade salarial e representam 5% nas esferas políticas. Por isso é importante uma intervenção com o fito de alcançar a isonomia feminina na publicidade.

Em suma, a sociedade organizada deve pressionar os Agentes Públicos por meio das redes sociais, com o objetivo de criar eventos abertos ao público e em ambientes escolares, a respeito da importância do respeito as mulheres, bem como profissionais da área para despertar o pensamento crítico em relação as propagandas e inibindo assim o comportamento opressor. Desse modo atenuar-se-á em médio e longo prazo os impactos nocivos do machismo.