Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 19/03/2020

Apesar de se destacar como potência mundial, o Brasil ainda vivencia problemas sociais arcaicos, como a objetificação da mulher. A cada dia mulheres sofrem com o desrespeito à sua imagem. O machismo enraiado na cultura brasileira não a valoriza, culpabiliza seu comportamento e muitas vezes a leva até a morte. Diante dessa questão torna-se relevante uma mobilização conjunta para que esse problema seja sanado.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o patriarcalismo, desde muito cedo, ensinou a mulher que seu corpo não lhe pertence, uma vez que como bens materias ela também pertenceria ao homem. Uma pesquisa realizada pelo YouGov mostra que 80% das mulheres que trabalham em programas de televisão já sofreram algum comentário de cunho sexual ou até mesmo tiveram seus corpos tocados. Por conseguinte, a desvaloriza de uma maneira em que o que realmente importa é somente seu corpo.

É importante ressaltar ainda, que a padronização da mulher criada pela mídia criou uma beleza meramente superficial. Grande parte dos conteúdos que envolvem a figura feminina costumam sofrer edições para remover suas imperfeições corporais de modo que esse comportamento gere uma busca por uma “aceitação social”. Tudo isso comprova o quanto a sociedade enaltece o corpo e trata a mulher como um objeto, moldando-a conforme os padrões desejados.

Essa cultura da objetificação da mulher precisa ser desmistificada. Desse modo, torna-se necessária uma conscientização social de respeito à imagem feminina com ações como a do Ministério da Mulher junto à mídia que possam mostrar e valorizar a mulher tal como é, sem precisar seguir um padrão. Cabe também ao MEC direcionar o ensino nas escolas contra o machismo preestabelecido, destacando que o respeito é um direito humano. Somente assim, a sociedade brasileira tornar-se-á cada vez mais consciente de que a mulher pertence apenas a ela mesma e deve ser respeitada de tal forma.