Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 20/05/2020

Em pleno século XXI, onde movimentos políticos e sociais, como o feminismo, lutam pela equidade entre gêneros, ainda existe a predominância de uma visão machista na sociedade. Por exemplo, é extremamente comum vermos em veículos midiáticos, mulheres sendo retratadas de forma idealizada e sexualizada, reforçando esteriótipos patriarcais.

Por consequência, temos o estabelecimento de padrões estéticos irreais e inalcançáveis, que podem causar diversas doenças psicoemocionais, como a depressão, anorexia, bulimia etc. Conforme a mídia fortalece arquétipos, as mulheres que não que se encaixam neles, sofrem exclusão e depreciação, sendo muitas vezes hostilizadas e xingadas com palavras pejorativas referentes aos seus atributos físicos, levando-as ter baixa autoestima.

Além disso, a objetificação do corpo feminino, naturaliza a cultura do estupro, que normaliza esse crime devido certas atitudes de cada gênero. Exemplificando, temos diversas campanhas de cervejarias onde a mulher é posta como um objeto sexual que tem como finalidade, apenas agradar o homem. Decerto, isso fica evidente nos famosos comerciais da cerveja Itaipava, onde uma garota chamada Vera, mais conhecida como Verão, é sempre vista com biquínis minúsculos, geralmente servindo cervejas para senhores e sendo alvo de trocadilhos vulgares.

Portanto, é incontestável a necessidade de haver leis que proíbam a objetificação da mulher. Contudo, também é essencial a representatividade de todos os tipos de garotas na mídia, não de uma forma idealizada, mas real. E só desta forma, poderemos ter um mundo onde as mulheres não serão objetos, e sim agentes ativos de todas as situações.