Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 25/05/2020
Na música all about that bass, da cantora norte americana Meghan Trainor, há a afirmação que as revistas abusam das edições nos corpos femininos, com o intuito de iludir o público-alvo. De fato, pode-se observar esse cenário no hodierno, no qual as empresas obtêm maior parte de seus lucros mediante venda da imagem da mulher como se essa fosse um objeto, moldando o corpo dessas com a finalidade de vender mais. Trazendo, assim, problemas para a sociedade, pois é um obstáculo para erradicação do machismo, além de aumentar os índices de problemas psicológicos nas mulheres.
Primeiramente, é válido ressaltar que há uma cultura enraizada na sociedade, análoga à relação sujeito-objeto da língua portuguesa, na qual o objeto sofre a ação, enquanto o sujeito pratica essa. Tal cultura é denominada machismo, em que o homem cumpre papel de sujeito e a mulher, de objeto. Esse quadro é agravado significativamente pelas propagandas, principalmente nas de produtos como bebidas alcoólicas, nas quais são apresentadas damas com pouca roupa—de forma a apelar para a sexualidade—servindo os homens. A publicidade que deveria ser uma modo de desintegrar esta objetificação, pois tem grande poder de persuasão nos indivíduos, atua como obstáculo a essa luta.
Em segunda instância, é fulcral pontuar que os padrões gerados por essas propagandas causam efeito negativo na psique feminina, pois as mulheres buscam sempre atender às expectativas da sociedade e, quando não cumprem o objetivo, frustram-se. Dessa forma, grande parte da população feminina possui a autoestima ferida, conforme é exposto em uma pesquisa de título “A Verdade sobre a Beleza” realizada pela marca Dove, em que apenas 4 a cada 100 mulheres sentem-se bonitas. Além disso, há o agravamento de problemas como distúrbios alimentares e depressão. Portanto, pode-se concluir que a mídia não está lidando com responsabilidade diante do poder de influência que detém.
Logo, são necessárias medidas para a gradual desintegração das problemáticas supracitadas. Desse modo, o Congresso, por meio de síntese de leis, deve proibir qualquer propaganda em que haja a retratação da mulher comparando-a a um objeto, com a finalidade de frear a disseminação da imagem pejorativa associada ao gênero feminino. Além de que, dessa forma, há contribuição para queda da taxa de problemas psicológicos em mulheres. Então, gradativamente, a relação sujeito-objeto poderá ficar restrita à gramática.