Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 12/06/2020

A mudança das propagandas e seus efeitos

Por muitos anos, foram criadas propagandas que objetificam o corpo da mulher, usando de uma sexualização exacerbada para vender os seus produtos. Atualmente, esses comerciais ainda são feitos porém há uma discussão mais focada para os problemas que são gerados a partir disso. Além de alimentar o pensamento machista e a ideia de que os homens podem tratar mulheres como objetos, essas propagandas refletem uma imposição de um padrão de beleza ideal inalcançável para mulheres, que muitas vezes é fruto de edições de imagem.

Primeiramente, o Brasil vive com uma sociedade patriarcal, que influencia o modo como as coisas são feitas. As propagandas que objetificam o corpo da mulher são feitas para chamar a atenção dos homens, vender o produto para eles. Porém, essa estratégia aumenta o pensamento machista no país, com o sentimento de poder do homem quanto ao corpo de uma mulher, que passam a achar que podem fazer o que quiser com elas, e exclui as clientes femininas como possíveis compradoras desses produtos.

Outrossim, os comerciais usam sempre a imagem de uma mulher magra, bronzeada e usam de outros fatores para criar um padrão de beleza irreal. Muitas vezes, isso pode ser fruto de edições de imagem e vídeo que representam um corpo inalcançável por outras mulheres. Dessa forma, procuram chegar mais perto desse padrão passando por procedimentos invasivos e caros, com a dificuldade de atingir esse ideal de perfeição que atinge sua autoestima e faz com que não aceitem seu próprio corpo.

Portanto, urge que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) reforce a fiscalização e as multas para propagandas que tenham objetificado o corpo da mulher. Assim, retira esses comerciais de circulação e previne que não sejam mais feitos por outras empresas. Ademais, haverá um passo a mais para a quebra desse padrão de beleza imposto para as mulheres.