Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 10/09/2020
Debate-se com frequência acerca da objetificação da mulher na publicidade, haja vista que com essa atitude ocorre a banalização da imagem das mulheres, evidenciando que a aparência importa mais do que outros aspectos, tornando-as em um objeto sexual e trivializando atitudes misóginas. Isso ocorre, principalmente, devido à falta de uma fiscalização publicitária, que proteja e imagem feminina. Além disso, o déficit de visualização dos programas e políticas que visam o empoderamento da mulher é outro fator que contribui para esse problema. Por isso, é imprescindível que o poder público tome medidas para mitigar essa situação.
Primeiramente, as mulheres lutaram e lutam muito em movimentos feministas em prol da igualdade de gênero e respeito. No entanto, o erotismo propagandeado nas mídias e redes sociais são um obstáculo contra a equidade buscada por esses movimentos, uma vez que reduz o sexo feminino a um objeto sexual. Dessa maneira, à falta de uma fiscalização e aplicação de medidas punitivas destinadas a esse tipo de publicidade, contribui para o aumento de atitudes machistas na sociedade. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro De Opinião Pública e Estatística (IBOPE), o machismo é o preconceito mais praticado no brasil, tornando as mulheres nas maiores vítimas de preconceito no país. Outrossim, a pesar da existência de muitas lutas feministas na sociedade, que buscam garantir a igualdade de gênero e empoderar o público feminino, a pouca visibilidade desses movimentos em relação a grande difusão de ideias reificadoras contribuem para a materialização da mulher exposta nos anúncios publicitários. Isso se deve ao fato de que as redes sociais, instituições sociais com alto poder coercitivo, objetificam de forma massiva o sexo feminino. De acordo com uma pesquisa da empresa Growth from Knowledge (GFK), ou “Crescimento pelo Conhecimento” em português, aproximadamente 52% dos brasileiros são influenciados por redes sociais.
Assim sendo, é imprescindível que o poder público de cada país atuem por meio do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) e do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) ou órgãos equivalentes, para proteger a imagem feminina nas publicidades e divulgar políticas públicas de empoderamento. Isso deve ocorrer por meio da fiscalização de anúncios e propagandas que sexualizam a mulher e aplicação de medidas punitivas aos anunciantes, com o intuito de reduzir a circulação de conteúdos que instiguem a misoginia. Além disso, o MMFDH deve divulgar de forma massiva nas mídias e redes sociais os programas e políticas públicas que empoderem o sexo feminino e realizar palestras de conscientização nas plataformas digitais, com a finalidade de incentivar a luta pela equidade de gênero e combater a objetificação disseminada pela publicidade.