Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 05/07/2020

Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a objetificação da mulher presente na publicidade, e os problemas desencadeados por essa questão, verifica-se que esse ideal iluminista se limita a teoria e não desejavelmente a prática. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Em primeiro lugar, sabe-se que frequentemente a mulher é colocada na posição de objeto pela mídia, através do cinema, clipes musicais, revistas, televisão, jogos de video-game, entre outros. Por exemplo, um jogo eletrônico de ação desenvolvido pela empresa Rockstar, conhecido como “GTA”, apresenta em seu interior a possibilidade dos jogadores simularem um ato sexual com prostitutas dentro de um carro, e após feito, podem mata-las a facadas ou atropelada. Sem dúvida, a forma em que o gênero feminino está presente nesse espaço é como uma ferramenta sexual, além do jogo também incitar o feminicídio. Infelizmente, mesmo com o conteúdo degradante, tal “divertimento” ainda atingiu a marca de 115 milhões de copias vendidas no mundo todo.

Outrossim, destaca-se as propagandas de cerveja, que hipersexualizam a imagem da mulher, não só as colocando  como objeto de venda, mas também as colocando na posição de serem feitas para servir aos desejos dos homens. Diante do exposto, há o exemplo do comercial exibido no ano de 2015, da cerveja Itaipava, com a modelo Aline riscado, em que vários homens estão sentados em diferentes mesas e pedem para serem servidos da cerveja por ela, enquanto ela os serve, os que estão atrás olham por de baixo de sua saia, e os que estão a sua frente, para os seus seios, e ela a todo tempo se mostra muito feliz. Por fim, uma situação de desrespeito em que mulher nenhuma gostaria de vivenciar, mas que frequentemente se é enfrentado por elas, e não de maneira agradável como se é retratado no comercial exibido na televisão.

Em suma, é indubitável que há entraves para combater  a objetificação da mulher na publicidade. Dessa maneira, cabe ao  Governo Federal, juntamente  com  Ministério da cidadania, desenvolver politicas públicas  que proíbam e penalizem conteúdos que estimulem a violência de gênero, com o fim de diminuir as influências  do pensamento machista e violento. Ademais, em parceria com a CONAR ( conselho de auto-regulação publicitária) criar normas que proíbam o uso da imagem feminina de forma indevida, com o intuito de desobjetifica-las, contribuindo assim, para uma sociedade melhor e mais justa  como a que se é pregada na teoria iluminista.