Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 06/07/2020

Na propaganda televisionada da cerveja Itaipava, é retratada uma mulher de biquíni como garçonete de bar servindo a bebida aos homens que a chamam para admirar seu quadril. Atitudes como essa são enfatizadas em diversos tipos de publicidade, porém, acabam levando mulheres à sofrerem transtornos alimentares e reforçam o machismo na sociedade.

Assim, são criadas meninas que cobram-se excessivamente em relação a sua imagem, pois nesses serviços de divulgação é reforçado o padrão de magreza, com quadril largo e busto grande. Portanto, acabam colocando tanta pressão em si mesmas, que são levadas a sofrer anorexia, bulimia e, até mesmo, depressão. Além disso, essas marcas também contribuem para o machismo. Visto que, objeto sexual é algo que serve apenas para o prazer de algum indivíduo, e esse objeto é o corpo feminino.

Ademais, esse problema não é resolvido por ter sido naturalizado, logo, deixou de ser visto como um problema. Bem como, os altos cargos nas empresas ainda são ocupados por homens que cresceram vendo o feminino ser retratado como objeto  e acabam reforçando isso para seu produto ser atrativo aos mesmos de seu gênero.

Por isso, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como Confúcio disse, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometar novos erros”, assim, é necessário que o Congresso Nacional proponha, por meio da criação de uma lei, o impedimento da circulação de propagandas que objetifiquem o corpo da mulher. Além disso, o Ministério da Comunicação aliado ao Ministério da Economia, deve financiar serviços de divulgação com todos os tipos de corpos femininos sem sua sexualização. Desta forma os problemas levantados serão solucionados.