Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 24/07/2020

Os antigos regimes totalitaristas já reconheciam o poder da mídia. Nazistas e fascistas utilizavam desse artefato para difundir suas ideias as massas. Analogamente, na sociedade vigente, esse recurso que continua a ser um gigante no quesito manipulação da opinião pública, na qual empresas tratam o corpo feminino de maneira sexualizada em busca de obter maior sucesso em suas propagandas, infelizmente, tem contribuído para objetificação da mulher.

O caráter sexista, que muitas vezes prevalece nos veículos midiáticos, é um agente ratificante de comportamentos machistas nas relações sociais. Propagandas que expõe a figura feminina como mero objeto sexual, criam uma imagem virtual, estereotipada e distorcida do que é ser mulher. Deixando evidente que a denúncia de Simone de Beauvoir sobre a falsa naturalidade do dito feminino, anexada por ela em " não se nasce mulher, torna-se " ainda é contemporânea.

Além disso, a objetificação da mulher nas propagandas ratifica o seu papel de objeto sexual estabelecido pela sociedade patriarcal machista. Com efeito, esse tipo de exposição coloca a figura feminina como submissa ao homem. A consequência disso é o aumento do número de casos de abuso, seja sexual, psicológico ou físico, e torna ainda mais difícil a luta pela igualdade de gênero.